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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Fevereiro de 2019

03/02/2019 15:44

Torcidas de Operário e Comercial mostram que futebol da Capital resiste

Preparativos para o 190º confronto entre os dois rivais, as 16h no Morenão, movimentou as ruas no entorno do estádio

Gabriel Neris e Mirian Machado
Ônibus do Comercial chega ao Morenão com festa dos torcedores que já estavam (Foto: Paulo Francis)Ônibus do Comercial chega ao Morenão com festa dos torcedores que já estavam (Foto: Paulo Francis)

Os torcedores de Operário e Comercial fizeram um “esquenta” do clássico antes da bola rolar no estádio Morenão, em Campo Grande. A partida válida pela 5ª rodada do Campeonato Estadual está marcada para as 16h. Nos arredores do local do confronto –o 190º entre os clubes–, antigos e novos torcedores mostraram que, mesmo distante dos melhores tempos, o futebol profissional em Campo Grande resiste.

A segurança no estádio foi reforçada para evitar qualquer possibilidade de confronto entre os torcedores. Detectores de metal também auxiliam os policiais militares.

O aposentado Edson Candido Garcia, de 56 anos, diz que torce pelo Comercial desde 1974. Ele conta que acompanha o clube pelo rádio e à época começou a torcer porque o Colorado jogou em Belém (PA) contra o Remo, e ganhava de 2 a 1. Desde então, começou a gostar. Ele lamenta que nunca houve evolução, seja financeira ou técnica. “Sempre que posso estou aqui. Parece até casamento. O Comercial está no coração”, diz.

O metalúrgico Rodrigo Lescano, de 41 anos, foi ao estádio com o filho Igor Rafael, 16. É a primeira vez que o menino vai ao Morenão, com um detalhe: o pai é comercialino e filho, operariano. Rodrigo lamenta que haja estímulo para que as crianças torçam por times de outros Estados e o curto calendário do futebol sul-mato-grossense. “Desse jeito fica difícil torcer”.

O servidor público Humberto Maciel, de 45 anos, levou o filho de 8 anos. É apaixonado pelo Galo desde quando tinha a idade do filho e está confiante para a partida de hoje.  

Comércio – Os comerciantes também aproveitam a movimentação para faturar. Os ambulantes só podem trabalhar na rotatória de acesso ao estádio. Quem decidiu assistir ao jogo de carro também só tem como opção o estacionamento da arquibancada descoberta. A partir deste trecho os torcedores seguem a pé.

Adriana Amorim, de 47 anos, lamentou não poder vender bebidas mais perto da entrada do estádio por dois motivos, a falta de sombra e proximidade da freguesia. “Ali é mais fácil o acesso aos clientes, eles já ficam na fila [para comprar ingresso]. Agora a concorrência aumentou”, diz.

Josane Pires, de 50 anos, é vizinha de Adriana e disse que foi motivada por ela para trabalhar na partida para conseguir uma renda extra. Para isso, preparou 60 espetinhos. “Ajuda bastante e vou me distrair”, disse.

Rodrigo Santana e Felipe Marthi, ambos de 18 anos, também decidiram aproveitar a oportunidade para vender picolés. Os dois são jogadores de futebol da base do Galo e levaram para o estádio sete caixas de picolé.

Os dois times iniciam a partida com objetivos diferentes no Estadual. O Comercial é o terceiro colocado, com 7 pontos, e pode assumir a vice-liderança em caso de vitória. Já o Operário entra em campo dentro da zona de rebaixamento, com 3 pontos.



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