Deputado derrotado nas urnas fala em deixar o Estado
Nas mãos de Deus – Derrotado nas eleições deste ano e de saída da Assembleia Legislativa, o deputado estadual Antônio Vaz (Republicanos) diz que seu futuro está nas mãos de Deus, mas aguarda também uma definição mais terrena: a do governo. Ele vê dois caminhos, conseguir um espaço na gestão estadual ou deixar Mato Grosso do Sul. “Vamos ver qual vai ser a decisão do governo, somos base, se vai ter alguma coisa para mim no governo. Eu não sei se vou continuar por aqui mesmo no estado, quais os planos de Deus para mim, porque eu sou pastor. Então, pastor a gente não escolhe lugar onde vai, o vento soprou e você vai para outro lugar”, afirmou.
Balanço – O resultado das urnas surpreendeu Vaz. Na primeira avaliação da derrota, apontou fatores externos que teriam prejudicado seu desempenho. “A chuva também atrapalhou um pouco, porque meu público, 40% idosos, e no dia choveu muito”, ponderou. Logo depois, reconheceu que São Pedro não explica tudo. “Quer dizer, isso não é desculpa. Quando você perde uma eleição aparece um monte de erro que você poderia ter feito. Acho que Deus quis assim”, completou.
Já sabia – A velha rivalidade continua viva. Zeca do PT disse que já esperava terminar a eleição com mais votos que o ex-governador e deputado estadual eleito André Puccinelli (MDB). E não economizou na provocação: “Eu sabia que ia ganhar do André. Ele sempre me ganhou roubando. E não apostei com ele porque eu sei que ele é larápio e não paga”.
Oposição prometida – Se havia dúvida sobre uma reaproximação com o governo, Pedro Kemp (PT) tratou de afastá-la. O deputado garantiu que o PT continuará na oposição durante o segundo governo de Eduardo Riedel (PP). “Está totalmente descartada uma composição com o atual governo. Nós vamos nos reafirmar como bancada de oposição”, disse. Segundo Kemp, a aproximação com Riedel no início do atual mandato foi consequência do cenário eleitoral de 2022. “Eu vejo quando o PT compôs o governo Riedel lá atrás entendendo que, na eleição passada, nós fizemos opção pelo menos pior”, completou.
Não vai somar – A Assembleia terá menos mulheres na próxima legislatura e, na avaliação da deputada Gleice Jane (PT), a eleição da vice-prefeita de Dourados, Gianni Nogueira (PL), não significa necessariamente reforço às pautas feministas. “Esse projeto da extrema direita é um projeto anti-mulheres. Então ainda vamos conhecê-la aqui melhor, mas me preocupa se nós vamos ter uma mulher contra as mulheres aqui na Assembleia Legislativa”, avaliou.
Chapa oficializada – Agora está no papel. A Câmara Municipal de Campo Grande publicou nesta quarta-feira (7) o resultado da eleição da Mesa Diretora para 2027 e 2028. A chapa única, comandada por Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), recebeu os votos dos 29 vereadores em 1º de outubro. Dr. Lívio (União), Ana Portela (PL) e Neto Santos (Republicanos) ficam com as três vice-presidências. Carlão (PSB), Luiza Ribeiro (PT) e Ronilço Guerreiro (Podemos) assumem as secretarias.
Festa liberada – Flávio Correia Jamil Georges, o Flavinho, conseguiu autorização da Justiça para participar do aniversário de 9 anos do sobrinho, no dia 4 de outubro, em Campo Grande. Como está sujeito a restrições impostas pela Justiça, precisa pedir autorização para viajar e participar de eventos aos fins de semana. A defesa também pediu sinal verde para que ele fosse a Ponta Porã nos dias 3 e 4, onde cumpriria compromissos eleitorais e visitaria familiares. O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) não se opôs, e o juiz Roberto Ferreira Filho liberou as viagens porque Flavinho vinha cumprindo as determinações.
Na mira da Omertà – Filho de Fahd Jamil Georges, Flavinho é acusado de integrar uma organização criminosa armada. Segundo a investigação, ele e o pai comandavam um núcleo do grupo em Ponta Porã. Atualmente, Flavinho segue com restrições impostas pela Justiça, entre elas a necessidade de autorização para viajar. Em agosto de 2025, a Justiça também negou um pedido da defesa para revelar a identidade de fontes policiais usadas na investigação.
Baby no tribunal – O júri de dois acusados pela morte de pai e filho em um suposto racha na Avenida Cônsul Assaf Trad terminou antes da hora nesta terça-feira (7), em Campo Grande. Uma das juradas, que está grávida, começou a sentir contrações durante o intervalo para o almoço. Diante do mal-estar, o juiz Aluizio Pereira dos Santos encerrou a sessão e determinou que o julgamento seja realizado em outra data.
Copa emergencial – O cafezinho vai custar alguns milhões. O TJMS autorizou a contratação, sem licitação, de serviços de copeiragem por R$ 4,63 milhões. A escolhida foi a Total Administração de Serviços Terceirizados Ltda. Na decisão de 2 de outubro, o presidente do tribunal, desembargador Dorival Renato Pavan, afirmou que a contratação era necessária para evitar a interrupção do serviço. O pacote inclui funcionários exclusivos para a atividade e também a retirada e o transporte interno do lixo produzido nas copas.


