Derrotados nas urnas, suplentes decidem cuidar da vida
Pausa política - Mesmo com votações expressivas, o ex-titular da Setescc, Marcelo Miranda (PP), e o deputado estadual Junior Mochi (MDB) falam em dedicar mais tempo à vida pessoal após ficarem como suplentes na disputa pela Alems. “Preciso agora cuidar um pouco da família, dos negócios, organizar minhas coisas e repensar um pouco sobre tudo”, disse Marcelo.
Próximos passos - Já Junior Mochi pretende concluir o mandato com “a mesma responsabilidade”, mas, no próximo ano, quer dedicar mais atenção à vida pessoal. “Não tenho nenhum projeto ainda na esfera política”, afirmou. Segundo ele, os próximos passos dependerão das discussões daqui para frente.
Reencontro - A eleição geral deste ano garantiu o reencontro de dois ex-governadores rivais na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul em 2027, com a reeleição do deputado estadual Zeca do PT e a escolha de André Puccinelli (MDB). Na disputa indireta o petista venceu a briga no ranking dos mais votados. Zeca recebeu 42.714 votos, enquanto Puccinelli foi eleito com 40.602 votos.
Parabéns para ele - Apesar da rivalidade histórica, Puccinelli tratou os dois mil votos a menos como detalhe. “Parabéns para ele”, disse a reportagem. O emedebista ainda disse que está tranquilo para o reencontro no plenário. O ex-governador ainda justificou o que pode ter causado o desempenho abaixo do petista: “ajudei o Mochi, o Coringa, o Gerson e o Renato Câmara”. Segundo ele o apoio à correligionários e colegas pode ter atrapalhado a própria votação.
Na menor seção eleitoral – Em Caarapó, na Escola Indígena Yvy Poty, localizada na Aldeia Te'yikue, a menor seção de Mato Grosso do Sul registrou 95% de comparecimento: dos 21 eleitores aptos, apenas um faltou. Entre os 20 votos para presidente na comunidade Guarani Kaiowá, Lula (PT) liderou com 13 votos, seguido por Flávio Bolsonaro (PL), com 6, e Renan Santos (Missão), com 1. Para governador, Fábio Trad (PT) foi o mais votado na aldeia, com 12 votos, contra 7 de Eduardo Riedel (PP).
Voto representativo – Na disputa para a Câmara Federal, Eliel Kaiowá (PT) foi o mais votado na comunidade, com 9 votos, seguido por Camila Jara (PT), que obteve 4. Para deputado estadual, Pedro Kemp (PT) liderou com 10 votos. Já para o Senado, Vander Loubet (PT) obteve 16 votos e Soraya Thronicke (PSB) somou 14.
Avaliação positiva - Mesmo com a derrota de todas as disputas majoritárias, o deputado federal e candidato ao Senado derrotado, Vander Loubet (PT), avalia como positivo o desempenho do PT nas eleições deste ano. “Acho que a gente saiu bem. O Fábio entregou. Eu tinha uma expectativa maior de voto, mas também fiquei em terceiro com 361.000. Comparado com o cenário nacional dos senadores, nosso desempenho teve igual ou melhor de muitos”, disse ao Campo Grande News.
Faltou pouco - Segundo ele a grande vitória petista no Estado foi nas disputas proporcionais, da Assembleia Legislativa e Câmara dos Deputados. O parlamenta ainda acredita que poderia ser maior. “Faltou entre 6.000 e 7.000 votos para nós ganharmos do Republicano. A gente tinha uma expectativa de uma votação maior do Marquinhos. O PT entregou os 208.000 votos agora de novo”, finalizou.
Virou denúncia - A placa “Tenho nojo de petista”, que já virou alvo de recomendação do MPT (Ministério Público do Trabalho), também chegou à Justiça Eleitoral pelo Pardal. O juiz Deyvis Ecco determinou a retirada imediata da mensagem exposta em estabelecimento comercial, com autorização para apoio policial em caso de recusa. O fundamento foi a proibição de propaganda eleitoral em comércio, inclusive de conteúdo negativo. A denúncia apontava o PL (Partido Liberal), mas o juiz não encontrou elementos que vinculassem a direção nacional à placa.
De olho no culto - Um convite para encontro do segmento evangélico com candidatos, em igreja no Bairro Amambai, também chegou à Justiça Eleitoral pelo Pardal. O juiz Deyvis Ecco determinou que um oficial de Justiça verificasse eventual propaganda irregular ou pedido explícito de voto na reunião, marcada para 27 de setembro. O evento não foi suspenso, porque o convite, sozinho, não comprovava irregularidade. O resultado da fiscalização não aparece na publicação.


