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Devassa do Gaeco travou delegacia e afetou até acidente fatal

Por Fernanda Palheta e Kamilla Alcântara | 26/09/2026 07:00
Devassa do Gaeco travou delegacia e afetou até acidente fatal
Agentes do gaeco chegando em endereço de alvo da Operação Infiltrados (Foto: Juliano Almeida)

Prioridades - A operação do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que prendeu policiais civis e mobilizou a estrutura da própria Polícia Civil para o recebimento e processamento dos custodiados, afetou até o atendimento de ocorrências de trânsito com vítima fatal. Conforme registro policial, a equipe de plantão da Depac Cepol não conseguiu ir até a ocorrência de um acidente que terminou com a morte de um motociclista, após a colisão contra uma árvore na Avenida Costa Lima.

Sobrecarga - Segundo o boletim, a equipe de plantão da delegacia não foi acompanhar a ocorrência e preservar a cena porque a unidade operava em capacidade máxima, devido ao recebimento simultâneo dos presos da operação do Gaeco. Com isso, o atendimento no local ficou a cargo da perícia técnico-científica, que realizou os exames e levantamentos necessários, enquanto a ocorrência foi formalizada posteriormente na delegacia. O próprio documento registra que a ausência da equipe da Polícia Civil ocorreu pela “escassez momentânea de efetivo” provocada pela operação.

Vacas magras - Depois de quase gastar R$ 1,1 milhão em decoração natalina em 2024 o TJMS deve desembolsar R$ 352.942,92. É o que previsto na licitação publicada no Diário Oficial da Corte nesta sexta-feira (25). O valor representa quase metade do que foi gasto há dois anos, quando o Tribunal pagou R$ 660 mil após descontos.

Dia de folga - A menos de 10 dias para as eleições, o governador é candidato a reeleição, Eduardo Riedel (PP), sextou. Na reta final da campanha, momento que os concorrentes aumentam a presença nas ruas, Riedel não teve agendas eleitorais nem de governo.

Dick Vigarista - A juíza auxiliar da propaganda do Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul, Mariel Cavalin dos Santos, determinou a retirada de publicações que usavam inteligência artificial para associar o candidato ao Senado Vander Loubet (PT) ao personagem “Dick Vigarista” em um site do interior. O caso envolve uma montagem digital em que o rosto de Vander foi colocado no corpo do personagem de desenho animado.

Sem trapaças - Para a magistrada, o uso da imagem tinha como objetivo associar o candidato a uma figura conhecida por trapaças, indo além de uma sátira política. A decisão ainda não encerra o processo. O responsável pelas publicações poderá apresentar defesa e o caso seguirá para manifestação da Procuradoria Regional Eleitoral.

Em avaliação – A negociação para venda das empresas que integram o Consórcio Guaicurus ainda aguarda aval do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), segundo a prefeita Adriane Lopes (PP). Em agenda pública nesta sexta-feira (25), ela afirmou que as tratativas ocorrem entre particulares e que a Prefeitura não interfere nessa fase do negócio. “Segundo dados que nós temos, isso ainda não foi aprovado pelo Cade”, declarou. A prefeita disse que o município deverá se manifestar quando receber uma proposta formal da compradora ao poder concedente.

Negócio travado – Mesmo com o acordo fechado entre os empresários, a HP Mobilidade ainda não assumiu o controle do transporte coletivo de Campo Grande. Além da análise do Cade, a empresa precisa do aval da Prefeitura, que condicionou a transferência à apresentação de um plano de melhorias no serviço. Até que a mudança seja autorizada, o sistema segue sob administração da comissão interventora, criada em junho para gerir o transporte coletivo da Capital.

Sem assédio - O Ministério Público do Trabalho em Mato Grosso do Sul firmou um TAC (Termo de Ajuste de Conduta) com o Instituto Mirim de Campo Grande para prevenir casos de assédio eleitoral no ambiente de trabalho. O acordo proíbe práticas como coação, ameaça, intimidação ou constrangimento para influenciar o voto de empregados, aprendizes e demais pessoas ligadas à instituição, além de impedir a convocação para eventos de natureza político-ideológica sob ameaça de prejuízos profissionais.

Ampla divulgação - Como medida de conscientização, o Instituto Mirim deverá divulgar o acordo aos trabalhadores e manter o documento exposto por pelo menos 30 dias. O TAC prevê multa de R$ 2 mil por item descumprido, multiplicada pelo número de empregados da instituição, com valores dobrados em caso de reincidência. A fiscalização poderá ser feita por órgãos trabalhistas e eleitorais.