Gesto de Luan Santana no palco vira disputa de interpretação política
Sinais - Em meio à polarização e à corrida do segundo turno, uma frase acompanhada de um “L” com os dedos colocou Luan Santana no debate político. Durante show na Arena Mané Garrincha, em Brasília, o sul-mato-grossense disse: “Torço para que o nosso país esteja em paz nos próximos quatro anos, porque amar não é e nunca foi pecado”. A combinação não passou despercebida e levou a assessoria a esclarecer o gesto.
L de Luan? - Com a mão erguida, o público foi à loucura e o bafafá começou. A assessoria tratou de conter as interpretações: o cantor “não se manifesta politicamente”, e o gesto “é um hábito do artista, adotado desde o início da sua carreira”, associado à própria inicial do astro sertanejo. A nota acrescenta que “qualquer tentativa de associar ou vincular a imagem a posicionamento partidário não corresponde à realidade”.
Meteoro - Nas redes, fãs passaram a procurar “sinais” no passado do cantor. Entraram na lista o álbum 1977, dedicado às mulheres, a gravação no Pantanal em meio às queimadas e até a devoção a Nossa Senhora Aparecida. Na leitura de parte do público, as pistas já estavam ali. Nenhuma delas, porém, equivale a uma declaração de apoio eleitoral.
Agora é oficial – Depois de aparecer nas articulações para a sucessão de Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), a senadora Tereza Cristina (PP-MS) admitiu publicamente que deseja presidir o Senado. Em entrevista à GloboNews, nesta segunda-feira (12), afirmou que gostaria de ser a primeira mulher no comando e revelou já ter conversado com o atual presidente da Casa sobre o assunto. A movimentação havia sido antecipada pelo Campo Grande News na quinta-feira (8), quando Reinaldo Azambuja (PL) revelou um entendimento entre Tereza e Rogério Marinho (PL-RN) para não disputarem o cargo um contra o outro.
Merenda mais cara - A compra de alimentos da agricultura familiar para a merenda escolar de Ribas do Rio Pardo terminou em multa. Por unanimidade, o TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul) declarou irregular a chamada pública de R$ 1,589 milhão, ao apontar sobrepreço, falta de estudo técnico preliminar e divergência na identificação da origem dos recursos. O secretário municipal de Educação, José Renato Moura Collis, foi multado em 50 Uferms (Unidades Fiscais Estaduais de Referência de Mato Grosso do Sul), equivalentes a R$ 2.775 pelo valor de outubro.
Receita para corrigir - O secretário tem 45 dias úteis para recolher a multa e comprovar o pagamento no processo. Para as próximas compras, o tribunal recomendou à prefeitura preparar o estudo técnico preliminar, identificar corretamente as fontes de recursos e evitar pagamentos contrários à economicidade e à proteção do dinheiro público.
Meta certificada - A cobertura urbana de esgoto de Campo Grande chegou a 94,20%, superando os 90% exigidos pelo contrato para dezembro de 2025, conforme certificação da Agereg (Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos). A portaria de 9 de outubro reconhece o cumprimento da meta pela Águas Guariroba, mas tem alcance definido: atesta a infraestrutura disponível. Não significa, por si só, que esse percentual de moradores esteja conectado à rede nem certifica a qualidade de todo o serviço.
UPAs na pauta - A compra de equipamentos médico-hospitalares estimada em R$ 3,3 milhões volta à pauta da Prefeitura de Campo Grande nesta terça-feira (13), às 9h. Os itens serão destinados à requalificação das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e a outras unidades da rede municipal de saúde. A Selc (Secretaria Especial de Licitações e Contratos) convocou as empresas participantes para a continuidade do pregão.
Piso na conta - A Sesau (Secretaria Municipal de Saúde) divulgou repasses previstos de R$ 3,2 milhões para complementar o piso salarial da enfermagem em 11 instituições de Campo Grande. A Santa Casa concentra metade do total, com R$ 1,61 milhão. Na sequência aparecem a AAMI (Associação de Amparo à Maternidade e à Infância), com R$ 585,7 mil, e o Hospital São Julião, com R$ 273 mil. Os recursos federais são referentes a setembro. A resolução, assinada pelo secretário Marcelo Vilela, indica os beneficiários, mas não informa quando o dinheiro será pago aos profissionais.
Puxão de orelha - Faltou uma procuração na prestação de contas parcial de campanha do PP (Progressistas) de Campo Grande. A juíza Katy Braun do Prado, da 53ª Zona Eleitoral, deu três dias após a citação para apresentar o documento que autoriza o advogado a atuar no processo. A prefeita Adriane Lopes (PP) e Fabiano Tavares Luz também aparecem como requerentes. O despacho não aponta irregularidade financeira, mas avisa: sem a procuração até o julgamento, as contas deverão ser consideradas não prestadas.


