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Reinaldo diz que só deixaria Senado para ser “ministro da Eucaristia”

Por Kamila Alcântara e Maristela Brunetto | 16/10/2026 05:00
Reinaldo diz que só deixaria Senado para ser “ministro da Eucaristia”
O ex-governador e senador eleito por MS Reinaldo Azambuja (PL) (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Ministério da Eucaristia - O senador eleito e presidente do PL, Reinaldo Azambuja, brincou ao responder sobre a especulação de que poderia integrar um eventual ministério de Flávio Bolsonaro, caso seja eleito no segundo turno. Citado na imprensa nacional como um nome para a pasta da Agricultura, o político disse que só poderia assumir o Ministério da Eucaristia, lembrando que foi coroinha do padre João na infância, em Maracaju. As lembranças do interior foram resgatadas em outro trecho da entrevista de Azambuja ao podcast Na Íntegra. Ao parabenizar os docentes pelo Dia do Professor, comemorado nesta quinta-feira, ele ainda citou a professora Olga, do grupo escolar. Foi o início de tudo, a base, rememorou.

Briga sem resposta - Edson Giroto (PL) comprou briga com seis empresas de comunicação na Justiça Eleitoral por publicações sobre uma condenação por improbidade administrativa. Pediu direito de resposta e até a retirada de conteúdos. Só que, no meio do caminho, veio o resultado das urnas: não foi eleito e ficou como suplente. Com o fim da disputa, a Justiça entendeu que o pedido perdeu a finalidade eleitoral e encerrou o processo sem julgar se as publicações eram falsas ou ofensivas. A única ordem de retirada mantida foi a de um conteúdo já excluído, sem multa. No fim das contas, a briga judicial ainda pode continuar na Justiça Comum, mas o capítulo eleitoral terminou antes de Giroto conseguir a resposta que queria.

Ausente - A Ficco (Força Integrada de Combate ao Crime Organizado), força-tarefa criada para o complexo embate contra as facções criminosas, tem em sua composição representantes de diferentes forças de segurança. Na prática, porém, a Polícia Civil de Mato Grosso do Sul está sem delegado lotado na unidade. Quando foi criada, o delegado João Paulo Sartori foi designado, mas depois foi cedido ao MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul). Quem foi para o lugar, Gabriel Desterro, também deixou a Ficco, desta vez para atuar na Senasp (Secretaria Nacional de Segurança Pública). A vaga segue aberta.

Pente-fino interno - A PMMS (Polícia Militar de Mato Grosso do Sul) criou um grupo de trabalho com 7 policiais para identificar riscos de fraude e corrupção dentro da própria corporação. A equipe, presidida pelo coronel Edson Furtado de Oliveira, terá de examinar informações administrativas, financeiras e até da Corregedoria, apontar vulnerabilidades e propor medidas corretivas. O Diário Oficial desta quinta-feira (15) publicou a determinação, com prazo até 15 de novembro para apresentar o diagnóstico ao comandante-geral, coronel Renato dos Anjos Garnes. A iniciativa faz parte do Programa Nacional de Prevenção à Corrupção.

Passou com puxão de orelha - Mesmo com pareceres contrários da equipe técnica e do MPC (Ministério Público de Contas), a contratação da Motorola por R$ 29,9 milhões recebeu aval do TCE-MS (Tribunal de Contas de Mato Grosso do Sul). O serviço é de suporte e atualização do sistema de comunicação por rádio da segurança pública estadual. A fiscalização apontou seis falhas, entre elas problemas na justificativa do preço e atraso na divulgação do contrato. O MPC pediu multa, mas os conselheiros, acompanhando o entendimento de Osmar Jeronymo, consideraram que os problemas não justificavam reprovar a contratação. Para o secretário Antônio Carlos Videira, ficou a recomendação de não repetir os erros. Já a verificação de como o serviço foi executado ficou para outra etapa.

De olho na cobrança - A Prefeitura de Campo Grande reorganizou sua equipe jurídica e definiu como será dividido o trabalho de cobrar quem deve ao município. O regimento da PGM (Procuradoria-Geral do Município) prevê equipes para acompanhar dívidas de até R$ 50 mil e valores superiores, além de tratamento especial para casos com suspeita de ocultação de patrimônio. O decreto não cria imposto nem anuncia uma operação de cobrança, mas organiza quem vai atrás do dinheiro.

Conta conferida - Na outra ponta, quando é a prefeitura que precisa pagar uma condenação judicial, os advogados terão de conferir os cálculos e se manifestar expressamente: contestar os erros ou concordar com os valores. A exigência inclui a análise de juros, correção e cobranças duplicadas. O texto estabelece esse dever, mas não informa quanto o município espera economizar nem se houve pagamentos incorretos que motivaram a medida.

Muda de bolso - A Prefeitura de Campo Grande mudou o destino de R$ 8,54 milhões do orçamento. Quase tudo, R$ 7,99 milhões, ficou na Educação, mas houve retirada de R$ 7 milhões da previsão para salários da Educação Infantil para reforçar outras despesas da própria secretaria. Isso não significa, por si só, redução salarial ou atraso nos pagamentos. O decreto publicado nesta quinta-feira (15) mostra a troca, mas não explica por que essa reserva foi reduzida.

Conta dos gabinetes - Um levantamento divulgado pelo perfil @feconsultoria_23 no Instagram atribui aos 8 deputados federais e 3 senadores de Mato Grosso do Sul um total de 265 assessores, com R$ 1,82 milhão por mês em salários-base. Segundo a publicação, feita a partir dos portais oficiais de transparência, são 174 na Câmara e 91 no Senado. Os valores não incluem eventuais gratificações e não representam o custo completo das equipes.

No topo da lista - No recorte apresentado pelo perfil, Nelsinho Trad (PSD) aparece com 59 assessores e R$ 522,5 mil mensais em salários-base. Tereza Cristina (PP) vem depois, com 15 assessores e R$ 222,7 mil, seguida de Soraya Thronicke (PSB), com 17 e R$ 209 mil. Entre os deputados, as maiores somas apontadas são as de Rodolfo Nogueira (PL), com 23 assessores e R$ 131,3 mil, e Dagoberto Nogueira (PP), com 24 e R$ 125,6 mil.

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