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Artes

Após 6 anos, Sesc Morada dos Baís encerra as atividades de vez

Prédio será devolvido à prefeitura de Campo Grande a partir do dia 18 de junho de 2021, conforme comunicado

Por Lucas Mamédio | 30/05/2021 10:16
Fachada do Sesc Morada dos Baís na Avenida Afonso Pena (Foto: Divulgação/Sesc)
Fachada do Sesc Morada dos Baís na Avenida Afonso Pena (Foto: Divulgação/Sesc)

Após seis anos de atividade, o Sesc de Mato Grosso do Sul informou que vai devolver administração do prédio histórico da Morada dos Baís à prefeitura de Campo Grande a partir 18 de junho de 2021. A decisão foi tomada após uma reunião entre representantes do Sesc e a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo no último dia 18 de maio.

"Infelizmente a pandemia da COVID-19 trouxe consigo alguns obstáculos, principalmente no que concerne à realização de eventos destinados à participação do público nos locais em que há concentração de pessoas, impossibilitando o desenvolvimento das ações de cultura propostas para a Morada dos Baís", explica parte do comunicado.

O espaço recebeu diversos investimentos no decorrer da parceria com a prefeitura. Foram mais de 900 apresentações realizadas no espaço, para mais de 300 mil pessoas presentes,.

"Conforme informado na reunião do dia 18 de maio de 2021 com Prefeito e Secretário de Cultura, comunicamos que o Sesc MS não mais fará uso das instalações físicas cedidas, dando por encerradas todas as atividades desenvolvidas por esta instituição na Morada dos Baís a partir do dia 18 de junho de 2021".

Lugar foi palco de mais de 900 shows durante esses seis anos (Foto: Divulgação/Sesc)
Lugar foi palco de mais de 900 shows durante esses seis anos (Foto: Divulgação/Sesc)

O comunicado explica que firmou o compromisso de entregar o local com a pintura restaurada e com suas devidas manutenções. "Bem como estamos à disposição para unir esforços e construir uma proposta de ação para a permanência dos itens de propriedade do SESC/MS na exposição da Lídia Baís, firmando no local a presença da Instituição enquanto parceira na disponibilização do acervo, não desconstruindo assim a possibilidade de acesso da população e a afirmação cultural que foi ali instalada".

"A Morada foi a Morada dos artistas, dando voz e espaço para todos, de forma democrática, recebia seu público sem protocolos, sem preciosismo, todos podiam apreciar da forma que se sentissem melhor, seja sentado na escadinha, na cadeira com a família, ao lado do palco, enfim, fonte rica e abundante para matar a sede de quem quisesse beber Cultura", finaliza a nota.

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