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Campo Grande, Terça-feira, 19 de Setembro de 2017

02/09/2017 07:15

Após perder tudo no 1º dia, barbeiro se reergue e gosta de inspirar clientes

Lucas Arruda
Barbearia só ficou fechada durante dois dias após ser roubada (Fotos: João Paulo Gonçalves)Barbearia só ficou fechada durante dois dias após ser roubada (Fotos: João Paulo Gonçalves)

Ronald Niza dos Santos era preparador de carros numa concessionária da Capital sem pretensão de mudar de ramo. Em outubro do ano passado ajudou a organizar um evento de vendas em seu trabalho e, ao chamar um amigo para fazer corte de cabelos e barba, decidiu que era hora de se aventurar como barbeiro.

"Foi do nada mesmo, nunca tinha feito um corte na vida. Me lembro que isso foi numa quinta-feira, contei ao meu irmão, que me apoiou na hora, e para meu pai, que ficou bastante receoso, mas acabou me dando suporte também me cedendo sua antiga loja de móveis usados. Na segunda-feira pedi demissão do serviço e comecei a me preparar para iniciar o novo negócio", recorda.

Foram quatro meses de muito suor até conseguir abrir a Barbearia Niza, junto com seu irmão e primo. Ronald vendeu até seu carro e moto para conseguir dinheiro. "Usamos nosso sobrenome como nome do estabelecimento", comenta. 

Evangélicos, fizeram um culto de inauguração no dia 13 de fevereiro para que tudo corresse bem. "A pastora disse que iria acontecer algo no início, mas que não passaria de uma 'provação' para nos fortalecer", lembra.

Além de Ronald trabalham na barbearia seu irmão e primoAlém de Ronald trabalham na barbearia seu irmão e primo

No entanto, eles não esperavam que seria tão cedo. Ao chegar na barbearia no segundo dia de trabalho, 14 de fevereiro, ele reparou que a grade que fica em frente à porta estava arrebentada.

"Nunca esqueço essas datas. A primeira em que me senti tão feliz e a outra tão triste. Entrei na loja e tive a constatação de que tinham nos roubado, levaram tudo. Foi uma tristeza só", conta. Levaram televisão, videogame, equipamentos de corte, máquina de cartão e até um pacote de balas. "Só não levaram as cadeiras e os espelhos porque são grudados".

A depressão não durou muito. Não conseguiram recuperar o que foi perdido nem descobrir quem cometeu o furto, mas Ronald, seu irmão e seu primo, correram atrás para reabrir a loja o mais rápido possível.

Foram só dois dias fechados e no dia 16 de fevereiro já voltaram a trabalhar. "O recomeço foi um pouco difícil, fiz empréstimo com familiares para conseguir abrir e a clientela demorou a aparecer", afirma.

Como Ronald não é de desistir persistiu no negócio e hoje tem até um diferencial, o design de sobrancelha feito na linha. "Faz um mês que os clientes estão aparecendo em peso, estamos bem contentes", comemora.

A sua "provação" ele tira como uma lição e gosta de contar sua história para os clientes. "É para servir de inspiração para eles", acredita.

A Barbearia Niza fica na rua Fátima do Sul, 555, no Jardim Batistão. 

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