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Comportamento

Na onda do cabelo maluco, hospital faz dia da touca personalizada para bebês

Peças usadas pelos recém-nascidos ganharam o toque de estilo das mães

Por Clayton Neves | 15/10/2026 14:38
Na onda do cabelo maluco, hospital faz dia da touca personalizada para bebês
Mães de bebês internados na unidade Neonatal do Hospital Regional participaram da ação. (Foto: HRMS)

Na onda da brincadeira do cabelo maluco, mães de bebês internados na unidade Neonatal do Hospital Regional participaram do dia de confecção de toucas personalizadas. As peças usadas pelos recém-nascidos ganharam o toque de estilo das mães em uma tarde descontraída.

Mãe de primeira viagem, a designer de sobrancelhas Ketelly Vitória, de 20 anos, participou da atividade. A filha, Catarina, nasceu prematura, com 29 semanas, no dia 12 de agosto. Para a mãe, que acompanha a bebê na internação, ter motivos para distrair a mente ajuda a superar os dias mais difíceis.

“Tem dias mais complicados, tem diagnóstico ruim, exame difícil. E, nessas horas, o desespero bate, mas tenho tentado me manter calma, porque ela precisa de mim. Achei maravilhoso (fazer a touca maluca). O hospital em si já é um ambiente pesado e essas atividades salvam a gente. Nos desligam de tudo que estamos vivendo”, afirmou.

Mãe de uma menina de oito anos e de um bebê recém-nascido, Angélica Ferreira Rossete, de 35 anos, acompanha a internação do filho José Lucas há 10 dias. A touca feita por ela ganhou muitas cores, justamente para dar cor aos dias cinzas da internação. “Distrai bastante a gente, porque, às vezes, ficamos mais para baixo. Serve para distrair e a gente ver que tudo é passageiro”, disse.

A médica neonatologista Bianca Stavis Conte explica que a presença dos pais junto aos bebês é fundamental para a recuperação deles.

Na onda do cabelo maluco, hospital faz dia da touca personalizada para bebês
Angélica Ferreira Rossete, de 35 anos, acompanha a internação do filho José Lucas há 10 dias. (Foto: HRMS)

“Quando o neném está internado, a mãe é envolvida no cuidado, fazendo a retirada do leite, realizando a troca das fraldas sob orientação da equipe, praticando o Método Canguru, por meio do contato pele a pele. Quanto maior a presença dos pais, a recuperação tende a ser mais rápida”, explica.

Segundo a médica, atividades como a touca maluca permitem que as mães se expressem e tornam a permanência no hospital mais descontraída.

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