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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

11/01/2018 09:02

Povo fica revoltado com flanelinha profissional que tem até propaganda no Centro

Casal cobra R$ 2,00 de quem estaciona nas vagas em frente à Praça Aquidauana

Thailla Torres
Fanfletos é a nova técnica dos flanelinhas para garantir uns trocados do motoristas. (Foto: Paulo Francis)Fanfletos é a nova técnica dos flanelinhas para garantir uns trocados do motoristas. (Foto: Paulo Francis)

A gente se livra do parquímetro e da facada que é deixar o carro em estacionamentos particulares do Centro, mas cai na conversa dos flanelinhas, que além de cobrar nas ruas, estão cada vez mais profissionais.

Na Rua Aquidauana, entre as ruas Barão do Rio Branco e Dom Aquino, um motorista ficou indignado ao ver que agora tem até panfleto que faz propaganda dos serviços. "Cuidamos do seu carro contra vândalos" é a mensagem em panfleto que tem, inclusive, o valor a ser cobrado, R$ 2,00, e o telefone dos responsáveis.

"Colocaram no meu carro e achei um absurdo como organizam isso. Quer dizer que se eu não pagar, vão fazer o quê?", questiona o leitor que trabalha na região, mas prefere não ser identificado.

Ele diz que sempre dá uma gorjeta, mas na maioria das vezes, é por medo. "É complicado, mas a gente percebe que existe muito usuários de drogas naquela região. A gente tem medo que façam alguma coisa com o carro, quebrem o vidro ou levem objetos", afirma.

Guardador de carros tem crachá e uniforme. (Foto: Paulo Francis) Guardador de carros tem crachá e uniforme. (Foto: Paulo Francis)

A responsável pelo "negócio honesto", é a dona de um brechó na mesma rua. Há um mês ela começou a cobrar de quem estaciona na quadra, mas jura que não obrigada ninguém a fazer o pagamento. "A gente pede, paga quem quer", resume a mulher que também não quis dar o nome.

Por dia, centenas de carros estacionam por ali. "Tem dia que o lucro é de R$ 40,00 até R$ 100,00", afirma ela.

A mulher diz que a cobrança foi a maneira que encontrou de ajudar o marido, que fica de colete e crachá indo até os veículos para receber a quantia. Ela justifica a ação como dentro da lei, já que conseguiu no Ministério do Trabalho e Previdência Social um "Cartão de Registro Profissional" como guardador e lavador de carros. "Eu tenho permissão pra trabalhar assim", afirma.

O documento é verdadeiro, já que a profissão é regulamentada pelo Ministério, mas não dá o direito de cobrar nas ruas.

Mas como ganhar dinheiro? De acordo com Kleber Pereira de Araújo, chefe regional da Inspeção do Trabalho, portar o cartão de registro profissional, significa que o cidadão apresentou todos  documentos e antecedentes criminais necessários para exercer a profissão.

"Isso prova que ele está apto para trabalhar como guardador de veículos e significa que ele pode ser contratado por uma empresa para prestar esse serviço como empregado ou também autônomo. Mas em nenhum momento, autoriza que o serviço seja cobrado na ocupação de vias públicas", esclarece.

Mesmo assim, a dona do "estacionamento" da praça garante que o trabalho é também para garantir a segurança dos carros. "Muita gente já teve carro roubado aqui no Centro e com a gente aqui, é uma forma de trazer segurança. E o que eu cobro não é absurdo, nem obrigo ninguém a me dar o dinheiro", afirma.

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Por dia, a dona do negócio chega a lucrar R$ 100,00. (Foto: Paulo Francis) Por dia, a "dona" do negócio chega a lucrar R$ 100,00. (Foto: Paulo Francis)


Como se já não bastasse a roubalheira legalizada ao qual estamos sujeitos, através de cobranças de impostos, taxas e tarifas de tudo quanto é tipo sob todos os pretextos, agora temos que dar dinheiro pra desocupados. É um absurdo que os órgãos competentes não façam nada a respeito. Por todo o centro da cidade e nos lugares de maiores fluxos, por onde se olha, a cada quadra, se vê um flanelinha, que chegam até a brigar entre eles... Fora os pedintes por metro quadrado. Alguém tem que fazer alguma coisa, é inacreditável que além do Flex Park ainda tenhamos que pagar pra essas pessoas, porque se não fizer corremos o risco de ter o veículo riscado, depredado. Cada a segurança, os policiais nas ruas pra inibir isso? Ao cidadão de bem só resta pagar e pagar e ter que aceitar de boca fechada?
 
Mariana Carvalho em 11/01/2018 10:03:07
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