Amigas se unem e fazem vassouras coloridas que varrem a energia ruim
Fabiana reuniu 6 convidadas em cabana para confeccionar peças com flores, cristais e desejos pessoais

Deixar a correria do dia a dia de lado e reservar algumas horas para estar entre amigas, cercada de flores e plantas. Foi com essa proposta que a empresária Fabiana Benites reuniu seis amigas em sua casa, na Cabana Benites, em Campo Grande, para uma oficina de vassouras florais. A ideia era aproveitar o encontro para descansar, soltar a criatividade e ter contato com a natureza.
RESUMO
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A empresária Fabiana Benites reuniu seis amigas na Cabana Benites, em Campo Grande, para uma oficina de vassouras florais, em ambiente decorado como floresta encantada. Cada participante montou sua peça com flores naturais, lavanda, eucalipto, cristais e acessórios, atribuindo significados próprios. A ideia nasceu de uma lembrança de infância e da tradição de colocar a vassoura atrás da porta. As peças serão usadas como decoração, lembrança ou amuleto.
Para receber as convidadas, Fabiana preparou uma decoração inspirada em uma floresta encantada, com cogumelos, borboletas, globos e figuras de animais espalhados pelo ambiente. Tudo foi organizado para criar um clima acolhedor e proporcionar algumas horas longe da rotina.
Nas mesas, além dos materiais da oficina, as participantes encontraram cartas com mensagens de reflexão. Antes de começar a atividade, cada uma foi convidada a reservar um momento para si.

Para a confecção das vassouras, a empresária separou diferentes plantas, flores e acessórios, permitindo que cada amiga criasse uma peça personalizada. Espada-de-são-jorge, eucalipto, flores amarelas, rosas e lavanda estavam entre as opções disponíveis. Cristais, pedras, pompons, barbantes e cabos completavam os materiais. Cada participante pôde escolher as combinações de acordo com seu gosto, transformando a atividade manual em uma experiência de criatividade e convivência.
Na hora de construir - A escolha da vassoura não foi por acaso. Fabiana explica que a ideia surgiu de uma lembrança de infância e da vontade de transformar um objeto comum em um amuleto cheio de significados.
“Porque a vassoura faz parte do cotidiano, de todo mundo. Todo mundo tem uma vassoura. E aí eu pensei, vamos varrer as energias ruins, vamos criar um amuleto. Sempre eu ouvia minha avó falar: vai chegar alguém, põe uma vassoura atrás da porta. Vai espantar”, relembra a empresária, que há 6 anos administra as cabanas.

A proposta é que cada participante escolha o significado da própria criação. As vassouras podem servir como peças decorativas ou ter um valor simbólico, de acordo com as crenças de quem as produz.
Apaixonada pela natureza e pelo universo dos cogumelos, Fabiana também fez questão de entrar no clima da oficina. Para receber as amigas, escolheu uma roupa inspirada em uma fada, com um chapéu que combinava com a decoração mística do ambiente. “Eu amo cogumelos. E aí eu quis pôr uma roupa de fadinha”, conta.
A empresária também aproveitou elementos da própria Cabana Benites para montar a atividade, como a lavanda retirada do jardim e materiais que já fizeram parte da cobertura do espaço. A ideia era valorizar o que a natureza oferece e criar uma experiência diferente para as convidadas.
O eucalipto entrou na seleção pelo aroma agradável. Para combinar com a oficina, a empresária também preparou um figurino inspirado em uma fada, com direito a chapéu e elementos de cogumelos, pelos quais tem uma paixão especial.
A tarde foi uma oportunidade de descanso para Paula Novas, de 55 anos, que viu no convite da amiga uma chance de escapar da correria.
“Eu consegui vir aqui hoje participar da construção da vassoura, justamente pelo fato dessa correria que a gente vive. Achei muito interessante essa tarde de estar aqui com a Fabi nas cabanas para ter um momento de conexão”, conta. Amiga de Fabiana há alguns anos, Paula costuma frequentar o espaço nos fins de semana e diz que o ambiente tem um encanto especial.

Na hora de montar a própria vassoura, Paula escolheu uma combinação de flores brancas, tons de roxo e lavanda, planta à qual atribui significados de purificação e tranquilidade. A intenção não é usar a peça para varrer a casa, mas levá-la ao trabalho como lembrança do encontro. “Eu escolhi todos esses elementos aqui e nas cores que casam entre elas, justamente para fazer algo mais libertador, mais calmo mesmo”, explica. Para ela, a vassoura será uma forma de guardar a memória daquela tarde com as amigas.
A pecuarista Lorena Brown, de 54 anos, preferiu apostar em uma composição rústica, com bastante verde e flores amarelas. Apaixonada pela cor, ela decidiu que a vassoura ficaria exposta como decoração em sua casa. “Eu amo o amarelo, porque para mim o amarelo é luz. Amarelo para mim ilumina, né? Então eu acho que isso aí dá um toque muito legal na casa, ele dá um colorido”, afirma.

O contato direto com as plantas também chamou a atenção de Lorena, que gostou da possibilidade de criar uma peça usando flores naturais. “Eu achei o máximo. É uma ideia bem diferente, uma oficina totalmente diferente, porque você tá aqui mexendo com coisas naturais. Aqui a flor é real, não é artificial, então eu acho que é bem envolvente porque isso nos conecta com a natureza”, relata. Ela também elogiou o cuidado de Fabiana com os preparativos e a decoração do ambiente.
Já a jornalista Ana Santullo, de 49 anos, decidiu reunir na vassoura elementos que representam suas crenças e sentimentos. Para ela, as cores e plantas escolhidas fazem referência aos quatro elementos da natureza. O amarelo representa o sol, o verde está ligado à terra, outras tonalidades simbolizam o fogo e a lavanda foi associada à água. A composição também ganhou estrelas e palavras especiais, como alegria, Deus, família, fé, gratidão, resiliência e amor.

Ana pretende levar para casa um objeto que represente aquilo em que acredita. “Na verdade, é um objeto decorativo, mas para mim não é uma decoração. Para mim é uma vassoura que vai trazer energias para minha casa, porque eu gosto muito dos elementos”, explica. Para ela, participar da oficina foi uma maneira de colocar sentimentos e intenções em algo feito com as próprias mãos.
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