Amizade em loja de colchões vira lanchonete e conquista a vizinhança
Sócios e amigos, pai e filho eram clientes de salgadeiro antes de inaugurar o local
Quem passa pela Rua Amazonas para trabalhar ou ir à escola já pode ter se deparado com uma lanchonete amarela com a imagem de um senhor simpático estampada na parede. Essa é a Seu Mário Salgados, que vende salgados de até 10 reais e veio de uma parceria em uma fábrica de colchões.
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
A lanchonete Seu Mário Salgados, localizada na Rua Amazonas, abriu há três meses e já conquistou clientes das redondezas. A ideia surgiu da parceria entre o engenheiro João Mário Ribeiro Magi, de 28 anos, e o salgadeiro Avenilson Silva de Oliveira, que vendia salgados desde 2011. O rosto do pai de João, Luiz Mário, estampa a fachada e os aventais. Os salgados custam de R a R, e há combo por R. A produção estimada varia de 500 a 800 unidades por dia.
Tudo começou em 2011, quando Avenilson Silva de Oliveira resolveu fazer pães de queijo para vender. A princípio, vendia apenas pelas ruas, mas foi evoluindo e o comércio aumentou para salgados mais variados, como esfiha, enroladinho de presunto e muçarela e pão italiano. Então, decidiu começar a vender de porta em porta e assim foi formando uma cartela de clientes.
O salgadeiro foi trabalhar em uma fábrica de colchões onde conheceu e fez amizade com o proprietário, Luiz Mário e seu filho, João Mário Ribeiro Magi, os dois eram grandes clientes de Avenilson e costumavam pedir grandes quantidades de salgados. Até que os três, com a vontade de entrar em um ramo diferente, tiveram a ideia de formalizar o que o salgadeiro já fazia. Então, aos 28 anos e engenheiro de produção, João resolveu abrir uma lanchonete e ter o amigo não só como cozinheiro, mas também sócio.
A ideia era simples, espalhar os salgados gostosos de Avenilson, mas eles precisavam de um nome e rosto, e olharam para Mário como alternativa. “Quem faz os salgados na verdade é o Avenilson, ele é o mestre cuca, mas a gente queria um nome mais comercial. A logo a gente fez usando a cara do meu pai, que é um senhor simpático”, explica João.
O rosto dele aparece não apenas na fachada do lugar, mas também nos aventais usados pelos funcionários, o que chama atenção dos clientes é quando o próprio Mário está trabalhando lá e usa o avental com seu próprio rosto. Porém, apesar da fama, Mário aparece na lanchonete raramente, cerca de uma a duas vezes na semana.
Avenilson chega às 4h30 da manhã para produzir os salgados. Hoje, no cardápio, é possível encontrar sucos naturais de laranja e abacaxi, suco Kapo, refrigerantes e café; os salgados são esfihas fechadas de carne e frango, enroladinhos de salsicha, queijo e presunto e queijo assados e coxinha de frango por R$ 4, pastéis de carne e queijo por R$ 8 e pastéis de carne com queijo e pizza por R$ 10, além da fatia do pão italiano pelo mesmo valor. Você também pode garantir o combo de 3 salgados e um suco natural por R$ 15.
João acredita que eles ainda estão em fase de adaptação, porque o lugar abriu há apenas três meses, e fica chocado com o sucesso que está tendo. “Tem bastante gente que vem todo dia ou toda semana, tem bastante criança da escola que vem e já conhece a gente, que chama a gente pelo nome, não esperava que fosse ser tão rápido assim pra criar essa relação”. E essa proximidade com a clientela é possível perceber no local, que tem 4 mesas apesar de estar em uma calçada e até uma área para achados e perdidos.
Por estar localizada nas proximidades de três escolas, crianças e adolescentes são grande parte do público, mas pessoas que trabalham nas redondezas, pais dos estudantes e até clientes antigos fiéis a Avenilson também são frequentadores. Sete clientes estavam presentes enquanto a reportagem estava lá.
O engenheiro acredita que o diferencial no sucesso dos salgados é o fato de saírem várias fornadas ao longo do dia, fazendo com que estejam sempre quentes. “Não tem como você saber se ele é feito hoje ou não, mas na hora de comer a pessoa percebe que é tudo fresco”, explica. Já para o cozinheiro, o que chama atenção é a massa, que não contém ovo e leite, despreocupando os alérgicos. O atendimento dos 8 funcionários atuais também é um fator positivo para ele.
Por saírem ao longo do dia, as fornadas não são grandes, João tem dificuldade de contar a média de salgados que saem diariamente. Eles começaram com 300, mas estavam acabando muito rápido, hoje ele acredita que estão fazendo cerca de 500. Para Avenilson, o chute do sócio está baixo, ele parou de contar no 470, mas acredita que é uma média de 800.
Mário, João e sua mãe ainda possuem a loja de colchões, que existe há quase 20 anos, e alternam na administração dos dois lugares. “A gente trabalha um pouco lá e um pouco aqui, é bem corrido mas é bom”, conta o filho, porém, ultimamente, ele tem ficado mais na lanchonete. Avenilson ficava por mais tempo na área dos salgados, da hora que o local abria até a hora de fechar, mas atualmente já tem um horário mais flexível. O que o motiva é o gosto pela padaria e a amizade com o sócio e seu pai, que foi seu padrinho de casamento.
A lanchonete fica na Rua Amazonas, 1328 e está aberta das 6h da manhã até as 19h de segunda a sexta.
Acompanhe o Lado B no Instagram @ladobcgoficial, Facebook e X. Tem pauta para sugerir? Mande nas redes sociais ou no Direto das Ruas através do WhatsApp (67) 99669-9563 (chame aqui).
Receba as principais notícias do Estado pelo Whats. Clique aqui para entrar na lista VIP do Campo Grande News.






