Colheita do milho termina nas regiões Norte e Centro e deixa MS perto de 100%
Com 99,8% da área já colhida no Estado, soja 26/27 começa a avançar e está à frente do ritmo da safra anterior

A colheita do milho segunda safra 2025/2026 foi concluída nas regiões Norte e Centro de Mato Grosso do Sul, enquanto o Estado já se aproxima do fim da operação. Levantamento do Projeto SIGA-MS aponta que 99,8% da área acompanhada já foi colhida, o equivalente a aproximadamente 2,2 milhões de hectares. Na região Sul, que concentra as áreas ainda restantes, o índice chega a 99,7%.
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Entre os municípios das regiões Norte e Centro que já concluíram a colheita estão Água Clara, Alcinópolis, Aparecida do Taboado, Camapuã, Cassilândia, Chapadão do Sul, Costa Rica, Coxim, Paraíso das Águas, Paranaíba, Pedro Gomes, Rio Verde de Mato Grosso, São Gabriel do Oeste, Selvíria, Sonora, Três Lagoas, Anastácio, Aquidauana, Bandeirantes, Brasilândia, Campo Grande, Corguinho, Dois Irmãos do Buriti, Jaraguari, Nova Alvorada do Sul, Ribas do Rio Pardo, Rio Brilhante, Rio Negro, Rochedo, Santa Rita do Pardo, Sidrolândia e Terenos.
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Apesar de a operação estar encerrada na maior parte do Estado, algumas áreas pontuais da região Sul ainda estavam em fase final de colheita. Segundo o analista técnico da Aprosoja/MS, Lucas Santana, as chuvas registradas durante a semana contribuíram para manter a umidade do solo para o início da semeadura da soja, mas também provocaram atrasos pontuais na retirada do milho.
Durante a semana analisada, foram registrados volumes de chuva entre 10 e 140 milímetros em diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.
Produção estimada em 16,2 milhões de toneladas - O levantamento do SIGA-MS também atualizou as estimativas de produtividade do milho. Após 354 levantamentos, que correspondem a 18% da área cultivada, a produtividade média foi calculada em 122,79 sacas por hectare, alta de 13,3% em relação ao ciclo anterior.
Com uma área cultivada estimada em 2,206 milhões de hectares, a produção projetada chega a 16,253 milhões de toneladas, crescimento de 16,7% em comparação com a safra 2024/2025. Os números, porém, ainda podem sofrer ajustes conforme novas áreas sejam avaliadas e o levantamento de produtividade seja ampliado.
A estimativa atual representa uma revisão significativa em relação à previsão inicial. No começo do ciclo, o SIGA-MS projetava produtividade de 84,16 sacas por hectare e produção de 11,139 milhões de toneladas. Com os dados de campo, os números passaram para 122,79 sacas e 16,253 milhões de toneladas, respectivamente.
Soja já ocupa 248 mil hectares - Com o milho praticamente fora do campo, o plantio da soja 2026/2027 começa a ganhar ritmo em Mato Grosso do Sul. Até 25 de setembro, 5,1% da área estimada para a cultura já havia sido plantada, correspondendo a aproximadamente 248,6 mil hectares.
O ritmo está 4,2 pontos percentuais à frente do registrado no mesmo período da safra 2025/2026. O avanço é concentrado principalmente nas regiões Sul e Centro, onde a umidade do solo tem favorecido o início das operações.
A região Sul apresenta o maior percentual de área plantada, com 6,2%, seguida pelo Centro, com 5,9%. No Norte, o plantio ainda está abaixo de 1% e ocorre principalmente em áreas irrigadas, devido à irregularidade das chuvas.
O cenário acompanha a diferença nas condições de umidade entre as regiões. Enquanto o Centro-Sul apresenta condições que permitem maior velocidade na semeadura, o Norte ainda depende de uma regularização das chuvas para ampliar o ritmo das operações.
Área de soja deve crescer 5,5% - Para a safra 2026/2027, o SIGA-MS estima que a soja ocupe 4,874 milhões de hectares em Mato Grosso do Sul, aumento de 5,5% em relação ao ciclo anterior. A produtividade projetada é de 52,4 sacas por hectare, com produção estimada em 15,331 milhões de toneladas.
Apesar do aumento da área, a projeção aponta redução de 13,2% na produtividade e de 8,4% na produção em relação à safra anterior. A estimativa ainda está sujeita às condições climáticas e à evolução do ciclo.
O Projeto SIGA-MS mantém o acompanhamento semanal das lavouras, monitorando o avanço da colheita do milho e da semeadura da soja, além das condições das plantações e dos indicadores de produtividade nas diferentes regiões de Mato Grosso do Sul.

