Após meses de vazante, Rio Paraguai dá sinais de recuperação em MS
Nível avançou 13 cm em 9 dias; Porto Murtinho registra recuo após alta de 58 centímetros
O Rio Paraguai subiu 13 centímetros em nove dias em Ladário e, em Porto Murtinho, permanece acima da média das leituras disponíveis de 2026, apesar de ter voltado a baixar. Nesta terça-feira (13), as réguas marcaram 1,23 metro em Ladário e 2,83 metros em Porto Murtinho, onde a média do período registrado até agora é de 2,77 metros, segundo as tabelas divulgadas pela Marinha.
RESUMO
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O Rio Paraguai subiu 13 centímetros em nove dias em Ladário e marcou 1,23 metro nesta terça-feira (13), enquanto em Porto Murtinho chegou a 2,83 metros, acima da média de 2026, apesar de três quedas seguidas. Os dados da Marinha não permitem afirmar que a vazante terminou. O Rio Miranda atingiu seis metros, acima da cota de alerta, e o Inmet emitiu alerta de tempestade para o sudoeste e leste de Mato Grosso do Sul.
A diferença de seis centímetros em Porto Murtinho se refere à média das medições deste ano até 13 de outubro. Os dados mostram movimentos distintos nos dois trechos do rio e ainda não permitem afirmar que a vazante terminou.
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Em Ladário, a recuperação começou depois que a régua chegou a 1,10 metro em 4 de outubro. Desde então, o nível apresentou pequenas altas e recuos até atingir 1,23 metro nesta terça-feira, um centímetro acima da leitura de segunda-feira (12).
A reação ocorre após uma tendência de queda entre julho e o início de outubro. A máxima registrada neste ano foi de 2,56 metros em 19 de julho. Em setembro, o nível passou de 1,96 metro no dia 1º para 1,17 metro no dia 30, uma redução de 79 centímetros. Mesmo com a recuperação recente, a leitura atual permanece 1,33 metro abaixo da máxima de 2026.
Em Porto Murtinho, a elevação foi mais intensa no início do mês. O rio passou de 2,31 metros em 4 de outubro para 2,89 metros no dia 10, uma alta de 58 centímetros. Depois, houve três quedas consecutivas, que somaram seis centímetros e levaram o nível aos atuais 2,83 metros.
Apesar do recuo, a régua de Porto Murtinho está 48 centímetros acima da marca de 1º de outubro. Na comparação com 13 de outubro de 2025, o nível é 55 centímetros maior. Em Ladário, a diferença em relação à mesma data do ano passado é de cinco centímetros.
As tabelas das duas estações foram atualizadas às 7h53 desta terça-feira. Os mesmos valores aparecem no boletim diário de avisos-rádio do CHN-6 (Centro de Hidrografia e Navegação do Oeste), da Marinha do Brasil, atualizado às 12h42. O boletim atribui a medição de Ladário ao CHN-6 e a de Porto Murtinho à Agência Fluvial do município.
Alerta para esta terça-feira - Além das informações sobre os rios, o boletim da Marinha reproduz um alerta de tempestade do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), válido para esta terça-feira (13), no sudoeste e leste de Mato Grosso do Sul.
O aviso indica perigo de chuvas entre 30 e 60 milímetros por hora ou de 50 a 100 milímetros por dia, ventos intensos de 60 a 100 quilômetros por hora e queda de granizo. Os números representam as condições previstas no alerta, não volumes de chuva ou velocidades de vento já registrados.
Para quarta-feira (14), o Cemtec (Centro de Monitoramento do Tempo e do Clima de Mato Grosso do Sul) prevê novas chuvas e tempestades, acompanhadas de raios, fortes rajadas de vento e eventual queda de granizo. Os acumulados podem ultrapassar 50 milímetros em 24 horas.
Segundo o Cemtec, para as regiões Pantaneira e Sudoeste, a previsão informa mínimas entre 20°C e 24°C e máximas entre 24°C e 32°C. O trecho disponibilizado não especifica quais municípios poderão receber os acumulados superiores a 50 milímetros.
Rios em alerta - Em outros rios da região, os registros disponíveis mostram níveis elevados. O Rio Miranda, que deságua no Paraguai, atingiu 6 metros na manhã de segunda-feira (12), na régua instalada na ponte da MS-339, próxima ao município de Miranda. A marca estava 50 centímetros acima da cota de alerta, estabelecida em 5,5 metros, e 50 centímetros abaixo do nível de emergência, de 6,5 metros.
Segundo a Defesa Civil municipal, a cheia é incomum para esta época do ano. O órgão informa que as grandes elevações costumam ocorrer entre fevereiro e março, enquanto outubro normalmente apresenta condições mais secas na região.
Na semana passada, o Rio Taquari entrou em nível de alerta ao atingir 4,04 metros em Coxim por conta de chuvas intensas. O nível subiu 18 centímetros em 24 horas, enquanto o município acumulou 128,4 milímetros de chuva no mesmo período.
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