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Meio Ambiente

Fugindo do fogo, coruja, tamanduá e gambá são resgatados na Capital

Os animais foram capturados e levados para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) da Capital

Por Viviane Oliveira | 11/08/2020 11:55
Para fugir de fogo, tamanduá-bandeira apareceu em calçada de casa (Foto: divulgação/PMA)
Para fugir de fogo, tamanduá-bandeira apareceu em calçada de casa (Foto: divulgação/PMA)
Filhote de coruja que apareceu em residência não conseguia voar (Foto: divulgação/PMA)
Filhote de coruja que apareceu em residência não conseguia voar (Foto: divulgação/PMA)

Animais silvestres estão sofrendo com as queimadas em Campo Grande. Para fugir do fogo, muitos acabam invadindo as áreas urbanas. Ontem, por exemplo, a PMA (Polícia Militar Ambiental) foi acionada por um morador do Jardim Anache para recolher filhote de tamanduá-bandeira.

O animal saiu de uma área de vegetação incendiada nas proximidades e apareceu andando pela calçada de sua casa. Provavelmente, segundo a Polícia Ambiental, a mãe abandonou o filhote na fuga para escapar do incêndio.

Em outra região, no Bairro Monte Castelo, foi recolhido um filhote de coruja que apareceu em uma residência e não conseguia voar. A equipe policial não observou nenhum ferimento visível no animal.

No Bairro Cidade Jardim, na saída para Três Lagoas, um morador de 63 anos acionou a polícia para capturar um gambá que apareceu em sua residência. Os animais foram levados para o Cras (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres).

O tempo seco e a falta de chuva são considerados os principais fatores que influenciam no aumento do número de queimadas no inverno. Colocar fogo em um terreno, mesmo quando dentro de propriedade particular, é considerado crime. Em Campo Grande, a multa prevista para quem for flagrado ateando fogo em áreas de vegetação, terrenos e amontoado de lixo varia entre R$ 2.339 e R$ 9.356. Assista, abaixo, ao vídeo.