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Na Íntegra

PL fará mobilização nos 79 municípios para ampliar votação de Flávio Bolsonaro

Reinaldo Azambuja aposta em militância nas ruas, busca de eleitores ausentes no primeiro turno e indecisos

Por Maristela Brunetto | 15/10/2026 12:11

RESUMO

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O PL e aliados vão mobilizar os 79 municípios de Mato Grosso do Sul para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro no segundo turno, em 25 de outubro. Segundo o senador eleito Reinaldo Azambuja, presidente estadual do partido, prefeitos, parlamentares e militantes irão às ruas, com foco nos eleitores ausentes e indecisos. Flávio teve 58,6% dos votos no Estado no primeiro turno, contra 34,68% de Lula. O Estado registrou 483 mil abstenções, o maior percentual do País. Azambuja também defendeu reformas e a criação de um Ministério da Sustentabilidade.

O PL (Partido Liberal) e aliados farão mobilização nos 79 municípios de Mato Grosso do Sul para ampliar a votação de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial, marcado para o dia 25 de outubro. A estratégia, segundo o senador eleito e presidente estadual do partido, Reinaldo Azambuja, é colocar prefeitos, parlamentares, candidatos que disputaram as eleições, eleitos ou não, e militantes nas ruas, com atenção especial aos eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno e àqueles que ainda estão indecisos.

Em entrevista ao podcast Na Íntegra, do Campo Grande News, Azambuja contou que houve uma reunião ampla com prefeitos e lideranças e afirmou que a campanha será intensificada a partir deste sábado, com ações simultâneas em todas as cidades do Estado. Estão previstas adesivagens, distribuição de materiais, bandeiradas e outras atividades de mobilização.

Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em Mato Grosso do Sul, com 58,6% dos votos, contra 34,68% de Lula. Apesar da vantagem, o dirigente partidário avalia que ainda existe espaço para crescimento. Ele citou o número elevado de abstenções no Estado, o maior percentual de eleitores ausentes do País no primeiro turno, somando 483 mil pessoas.

Azambuja atribui a falta parcialmente às chuvas intensas, embora reconheça que outros fatores também contribuíram. "Estimular essa pessoa a ir votar e conquistar o eleitor indeciso para que vote no Flávio", resumiu, ao explicar os objetivos da mobilização.


Além das atividades presenciais, o partido pretende manter uma campanha intensa nas redes sociais, com publicações e entrevistas para apresentar as propostas do presidenciável e reforçar as críticas à gestão federal.

A estratégia nacional, segundo Azambuja, prevê que as lideranças estaduais assumam a responsabilidade de fortalecer a campanha em seus próprios territórios, enquanto Flávio concentra parte dos esforços nas regiões com maior potencial de conquista de votos.

A estratégia que a gente desenhou é nós cuidarmos dos nossos estados, militância, material, campanha na rua, e o Flávio focando ele como candidato mais ao Nordeste, ao Norte e ao Sudeste também, que é onde está o grande eleitorado brasileiro, São Paulo, Minas e Rio de Janeiro."

Ministérios - O senador eleito afirmou que participou das discussões nacionais da campanha e defendeu a necessidade de reformas estruturais, redução das despesas públicas e diminuição do número de ministérios. Azambuja apontou que também se envolveu com a entrega de um documento do agronegócio de Mato Grosso do Sul com reivindicações ao candidato, incluindo medidas para enfrentar o endividamento rural, os juros elevados, os custos de produção e as dificuldades de transporte e armazenagem.

Segundo ele, o candidato se comprometeu a incorporar as propostas. Entre as prioridades, ele cita a necessidade de investimentos em logística, em ferrovias, hidrovias e rodovias para melhorar o escoamento da produção. Sobre os temas centrais da campanha nacional, ele citou a segurança pública, apontando a necessidade de integração entre União e Estados no combate às facções criminosas, especialmente nas regiões de fronteira, além de mais recursos para a saúde pública e ampliação dos programas habitacionais.

Nas discussões do grupo de Flávio Bolsonaro, Azambuja defendeu a extinção do Ministério do Meio Ambiente e a criação de um Ministério da Sustentabilidade, que reuniria as políticas ambientais e de desenvolvimento econômico, nos moldes do que fez em Mato Grosso do Sul com a Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação). Segundo ele, a proposta permite conciliar a preservação ambiental com a geração de empregos e investimentos.

O senador eleito criticou o que considera influência excessiva de organizações não governamentais internacionais sobre a política ambiental brasileira e a demora na concessão de licenças para obras de infraestrutura. "Nós unimos o meio ambiente com o desenvolvimento, não é excludente, não é separar um do outro", afirmou. Ele negou que a proposta signifique fragilizar a proteção ambiental e defendeu um modelo que permita explorar recursos naturais e acelerar empreendimentos sem abandonar o controle ambiental.

Pelas movimentações entre lideranças nacionais, Azambuja acabou sendo citado como eventual nome para o Ministério da Agricultura, possibilidade que rejeita. Ele afirma que seu lugar será no Senado.

Eu quero ajudar Mato Grosso do Sul como senador da República, porque eu tenho certeza que como senador eu posso fazer muito pelo nosso Estado."

Azambuja conquistou 903.554 votos, maior votação já alcançada por um candidato ao Senado no Estado, lembrou, para afirmar que é no Congresso que pretende atuar, admitindo que a experiência que teve no Poder Executivo pode render sugestões.

Ele lembrou sua experiência como prefeito, deputado estadual, deputado federal e governador por 2 mandatos, argumentando que esse histórico permite colaborar com discussões sobre gestão pública e prioridades nacionais. "Se a gente for chamado para colaborar, como nós fomos chamados já, no plano de governo, nós estamos prontos para colaborar com o Brasil também.”

Força política- Na entrevista, Azambuja ainda avaliou a força do grupo político que integra, tendo sido articulador de uma aliança que resultou na reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), escolha dos 2 senadores, 7 dos 8 deputados federais e 20 dos 24 deputados estaduais. Só o PL ficou com 3 vagas na Câmara Federal e 9 na Assembleia. O ex-governador destacou que a decisão de deixar o PSDB (Partido da Social Democracia Brasileira), após 30 anos de filiação, e assumir o comando do PL foi fundamental para a reorganização da direita e dos partidos aliados no Estado.

"Eu fiquei 30 anos no PSDB, ano passado eu vim para o PL, a pedido do Bolsonaro para organizar melhor o partido. 'Olha, Reinaldo, vem para o PL, organiza o partido, está muito dividido, tem muitas brigas'. Claro que a gente respeita as opiniões que não pensam muitas vezes igual a gente pensa, mas nós conseguimos organizar as chapas e o resultado apareceu."