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Política

Adriane diz que análise de contrato "caminha" para intervenção no transporte

Prefeita da Capital diz que decisão sobre medidas dependerá de investigação técnica exigida pela Justiça

Por Mylena Fraiha | 11/03/2026 12:46
Adriane diz que análise de contrato "caminha" para intervenção no transporte
Ônibus lotado a caminho do Terminal Bandeirantes, localizado na Vila Bandeirantes, em Campo Grande (Foto: Arquivo/Campo Grande News).

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), afirmou na manhã desta quarta-feira (11) que o processo administrativo aberto pela prefeitura para apurar possíveis irregularidades no contrato do transporte coletivo pode resultar em intervenção no Consórcio Guaicurus, concessionária responsável pela operação do sistema na Capital.

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A Prefeitura de Campo Grande pode intervir no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo da capital. A prefeita Adriane Lopes (PP) criou uma comissão especial que terá 60 dias para avaliar possíveis irregularidades no contrato firmado em 2012.O grupo, presidido pela procuradora-geral do município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, foi instituído após determinação judicial da 2ª Vara de Direitos Difusos. A decisão baseou-se em relatórios que apontam ineficiência no cumprimento das obrigações contratuais e críticas dos usuários sobre a qualidade do serviço.

Na última sexta-feira (6), o município criou um grupo de trabalho que terá 60 dias para avaliar a situação da concessionária e indicar se há necessidade de intervenção na concessão. A comissão foi instituída por decreto municipal após determinação judicial e será responsável por analisar o cumprimento do contrato firmado em 2012 entre a prefeitura e o consórcio.

Segundo a prefeita, a administração municipal está cumprindo a decisão judicial e aguardará o resultado da análise técnica para decidir sobre eventuais medidas. “Nós temos uma determinação judicial e estamos cumprindo, passo a passo, aquilo que foi determinado pelo juiz. Apresentamos essa comissão com nomes técnicos para fazer esse estudo”, disse Adriane.

Adriane afirmou ainda que, diante do cenário atual, a tendência é que o processo avance para uma proposta de intervenção, mas ressaltou que a decisão dependerá dos dados que serão levantados durante o trabalho da comissão.

“Nós estamos caminhando para uma proposta de intervenção, mas eu acredito que, nesses sessenta dias, essa equipe técnica que vai estar trabalhando vai trazer e apresentar dados para que essa decisão seja tomada diante de uma determinação judicial”, afirmou a prefeita de Campo Grande.

Adriane diz que análise de contrato "caminha" para intervenção no transporte
Prefeita Adriane Lopes (PP) durante entrevista na Câmara Municipal (Foto: Osmar Veiga).

Em análise - A comissão especial é presidida pela procuradora-geral do município, Cecília Saad Cruz Rizkallah, e conta com outros seis servidores municipais responsáveis por conduzir a investigação administrativa.

O grupo tem como atribuições instruir o procedimento, realizar diligências, promover oitivas e elaborar relatório conclusivo no prazo de dois meses. Ao final do processo, os integrantes poderão recomendar ou não a abertura formal do processo de intervenção na concessão.

A criação da comissão foi formalizada por meio do Decreto nº 16.567, de 6 de março de 2026, que instaurou o PAP (Procedimento Administrativo Preliminar) para apurar possíveis descumprimentos contratuais por parte do consórcio.

De acordo com o decreto, o objetivo é verificar se houve falhas na execução do contrato de concessão do transporte coletivo urbano e assegurar a adequada prestação do serviço público na cidade.

O documento também ressalta que a medida atual não configura intervenção imediata, mas uma etapa prévia de investigação que permitirá avaliar a necessidade da medida. Após a conclusão da apuração, o Consórcio Guaicurus terá oportunidade de apresentar defesa antes da decisão final da prefeitura.

A determinação judicial que levou à abertura do procedimento foi proferida pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos de Campo Grande, no âmbito de ação popular que questiona a qualidade e a fiscalização do sistema de transporte coletivo da Capital.

A decisão cita relatórios que apontam ineficiência no cumprimento das obrigações contratuais e indícios de falhas na fiscalização do serviço, além de críticas recorrentes de usuários sobre a qualidade do transporte público.

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