Apoiadores de Lula fazem passeata pela Avenida Afonso Pena
Ato reúne estudantes, trabalhadores e políticos no Centro, a uma semana do segundo turno presidencial

Apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição, ocuparam duas faixas da Avenida Afonso Pena, no Centro de Campo Grande, na manhã deste domingo (18), durante uma manifestação que integra a mobilização nacional da campanha para o segundo turno das eleições presidenciais. O ato reuniu estudantes, trabalhadores, famílias e lideranças políticas, com concentração na Praça do Rádio Clube e passeata pelas ruas centrais da Capital.
RESUMO
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Apoiadores do presidente Lula (PT), candidato à reeleição, ocuparam duas faixas da Avenida Afonso Pena, em Campo Grande, neste domingo (18), em ato batizado de "Todos com Lula – Ato da Virada". Organizada pelo PT, a manifestação reuniu estudantes, trabalhadores e parlamentares, com discursos em defesa da democracia e da educação pública. Novos atos estão previstos para sexta e sábado, antes do segundo turno, em 25 de outubro, contra Flávio Bolsonaro (PL).
Batizada de “Todos com Lula – Ato da Virada”, a manifestação começou por volta das 10h, com grande movimentação de participantes na praça. Muitos vestiam camisetas amarelas, carregavam bandeiras do Brasil ou utilizavam outros símbolos nas cores nacionais. Entre os presentes havia idosos, adultos, jovens, crianças e pessoas acompanhadas de animais de estimação. Até o momento, a organização não divulgou estimativa de público.
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Após discursos de lideranças políticas, os manifestantes seguiram pela Avenida Afonso Pena, ocupando duas faixas da via. O percurso incluiu a Rua 14 de Julho e a Rua Barão do Rio Branco, com retorno previsto à Praça do Rádio Clube.

O PT (Partido dos Trabalhadores) organizou o movimento, com apoio de entidades e parlamentares, como o vereador Jean Ferreira (PT), o deputado estadual Pedro Kemp (PT), os deputados federais Camila Jara (PT) e Vander Loubet (PT), o deputado estadual eleito Tiago Botelho (PT) e o ex-deputado federal e candidato ao governo do Estado pela legenda, Fábio Trad (PSD), além da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Defesa da democracia e mobilização de eleitores
Para o deputado estadual Pedro Kemp, a presença de jovens e trabalhadores demonstra preocupação com o resultado das eleições e com a continuidade das políticas públicas do governo federal. “Esse ato está demonstrando que a gente tem uma juventude preocupada com o seu futuro, preocupada em ter acesso à universidade, e aqui ao lado da juventude estão trabalhadores e trabalhadoras que também temem pelos seus direitos assegurados na Constituição e as conquistas do governo Lula nos últimos anos”, afirmou.
Kemp também associou a manifestação à defesa da democracia e da soberania nacional. Segundo ele, o resultado do primeiro turno levou os apoiadores do presidente a intensificar a mobilização nas ruas. “Eu vejo que as pessoas que achavam que o Lula ganharia no primeiro turno levaram um susto e agora estão nas ruas exigindo a reeleição do presidente Lula. É o momento de mostrar a sua força. Mostrar a nossa força, mostrar que o presidente Lula tem apoio aqui no resto do país e nós vamos virar esse jogo”.
Organizador do ato, o vereador Jean Ferreira afirmou que a mobilização pretende reunir pessoas de diferentes posições políticas em torno da defesa das instituições democráticas. “É um ato nacional em defesa da democracia, da soberania e de todos aqueles que querem continuar tendo os seus posicionamentos políticos e ideológicos respeitados. Não é só da esquerda, é da direita, do centro e da esquerda que acredita que a gente precisa de uma democracia saudável para caber todas as ideologias, religiões, partidos e respeito e tolerância no nosso Brasil”.
O vereador anunciou que outras manifestações estão previstas para os dias que antecedem a votação, marcada para o próximo domingo (25). Segundo ele, a programação será divulgada nos canais do partido e dos organizadores, com novos atos previstos também para sexta-feira e sábado.
Jovens falam sobre educação e futuro

Entre os participantes estavam os estudantes Vinicius Amorim, de 20 anos, e Gessica Enira, de 21. Eles relacionaram a participação no ato às preocupações com o futuro e à defesa de políticas públicas em diferentes áreas, como ciência, educação, arquitetura e moradia. “A gente tá com medo do futuro”, disse um dos estudantes durante a entrevista. Ao explicar a importância de participar da mobilização, outro acrescentou: “Se a gente não vir atrás, não tem quem vem por nós”.

A defesa da educação pública também apareceu no relato de Gabriel Gil, de 24 anos, estudante de jornalismo. Ele afirmou que sua experiência em uma universidade pública influenciou sua decisão de participar da manifestação. “Eu acho importante virmos para a rua lutar pela democracia, contra o retrocesso”, declarou. Gabriel criticou o período do governo de Jair Bolsonaro e mencionou as mortes provocadas pela pandemia de Covid-19 como uma das razões para seu posicionamento político.

Já a empresária Leonice Gomes, de 63 anos, disse que foi à Praça do Rádio Clube para defender as políticas e os resultados que atribui ao governo Lula. “A luta pelos nossos ideais, pelo que a gente acredita”, resumiu.
Leonice afirmou acreditar que o país avançou em diferentes setores durante a atual administração. “O agro cresceu, a educação, os projetos sociais. Então é isso que eu acredito”, declarou.
Tapete vermelho para estudantes
Além da passeata, os organizadores instalaram um tapete vermelho na Praça do Rádio Clube para uma atividade simbólica dedicada à educação pública.
Segundo a organização, a proposta é promover um desfile de estudantes que concluíram sua formação na rede pública de ensino ou ingressaram no ensino superior por meio de políticas públicas. A iniciativa busca destacar trajetórias educacionais e programas de acesso à universidade.
A manifestação ocorre a uma semana do segundo turno das eleições presidenciais, em 25 de outubro. Em Mato Grosso do Sul, os eleitores voltarão às urnas para escolher entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL).

