Depois das urnas, equilíbrio das contas será desafio de 2027, diz Gerson
Presidente da Assembleia defende fiscalização, espaço para críticas e diálogo com o Executivo

Encerrada a disputa eleitoral, as contas públicas devem ganhar protagonismo na agenda política de Mato Grosso do Sul. O alerta foi feito pelo presidente da Assembleia Legislativa, deputado Gerson Claro (PP), nesta terça-feira (6), na retomada das sessões plenárias. Ao avaliar a atuação do Parlamento em 2026, ele defendeu que o diálogo entre os Poderes precisa abrir espaço para a fiscalização e para críticas capazes de melhorar a gestão estadual.
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“A gente precisa estar de olhos abertos. O equilíbrio das contas públicas vai pautar o próximo ano de mandato”, afirmou.
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A declaração coloca no horizonte de 2027 um desafio que atravessa as decisões do governo e da Assembleia: conciliar as demandas da população com a capacidade financeira do Estado. Gerson não detalhou medidas de ajuste, mas apontou a responsabilidade fiscal como tema central do próximo ano.
Até o encerramento do calendário legislativo de 2026, segundo ele, os deputados estarão concentrados nas matérias que ainda aguardam análise.
Ao fazer um balanço do trabalho da Casa, o presidente avaliou que o Legislativo atravessou o período eleitoral preservando o diálogo entre diferentes posições políticas. Para ele, a estabilidade institucional de Mato Grosso do Sul passa pela capacidade de manter o debate mesmo quando há divergências.
“Conseguimos estabelecer uma relação de respeito em Mato Grosso do Sul, com estabilidade política e Poderes que conversam com autoridade, sem desrespeito. Aqui na Assembleia, acho que o respeito pautou o nosso trabalho”, declarou.
Gerson ressaltou que embates mais intensos fazem parte da atividade parlamentar, especialmente em ano de eleição. Na avaliação dele, garantir espaço ao contraditório significa reconhecer também os eleitores representados por cada deputado.
“O parlamentar, quando está aqui, representa a sociedade. Não está falando apenas em seu nome, mas em nome de um partido e das pessoas que votaram nele”, afirmou.
Nesse ambiente, a crítica tem uma função que vai além da disputa política. Segundo o presidente, questionamentos fundamentados, apresentados tanto pela oposição quanto por integrantes da base governista, ajudam a identificar falhas e corrigir rumos na administração.
“A crítica, quando é bem construída, ajuda o próprio Poder Executivo. É possível aprimorar a governança do Estado a partir de uma escuta bem feita”, disse.
Gerson citou o Colégio de Líderes e as conversas dos parlamentares com secretários estaduais como canais para levar demandas ao governo e discutir ajustes na execução das políticas públicas.
Ao comentar a reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), no primeiro turno, o presidente da Assembleia interpretou o resultado como aprovação da relação construída pelo Executivo com os municípios. Riedel recebeu 914.323 votos, equivalentes a 67,07% dos votos válidos, segundo o Tribunal Superior Eleitoral.
“É um governo que veio com uma política municipalista, ouvindo as lideranças locais e fazendo investimentos nos municípios. Esse projeto foi colocado para a população e aprovado nas urnas”, afirmou.
Com a eleição encerrada, a agenda descrita por Gerson reúne duas tarefas para o Parlamento: concluir as votações deste ano e acompanhar as decisões que darão sustentação financeira ao próximo mandato.

