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Campo Grande, Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017

27/06/2013 15:55

Em 7 anos, 4 mil médicos da prefeitura foram contratados por telefone

Ângela Kempfer e Jéssika Benitez
Secretário na tarde de hoje, em audiência da CPI. (Fotos: Cleber Gellio)Secretário na tarde de hoje, em audiência da CPI. (Fotos: Cleber Gellio)

A CPI da Saúde na Assembleia Legislativa abriu a audiência desta tarde com informações que mostram o improviso na administração do setor em Campo Grande. Segundo os membros da comissão que investiga denúncias de irregularidades, em 7 anos, cerca de 4 mil médicos foram contratados de maneira informal “por telefone”.

“Se precisava de algum especialista, era só ligar no telefone do médico e contratar”, sem qualquer forma de seleção oficial, relatou o deputado Maurício Picarelli, apresentando resultado de sindicância realizada na Sesau entre os anos de 2005 e 2012. Hoje, são 18 mil médicos atendendo na rede de postos de saúde em Campo Grande, 300 deles sem concurso.

A comissão ouve na tarde desta quinta-feira o secretário municipal de saúde Ivandro Fonseca. Apesar de ser de outra administração, ele foi questionado sobre a forma como as contratações ocorriam.

Segundo ele, a emergência na reposição dos quadros fazia com que o diretor de Recursos Humanos da Sesau tivesse aval para contratar assim, de maneira informal.

Diante da informação, o presidente da CPI, deputado Amarildo Cruz, anunciou que vai convocar o diretor da gestão passada, Ovidio Salvador Passareli, para explicar essas contratações.

Antes, o depoimento de Ivandro começou como uma inquisição pessoal. O deputado Marquinhos Trad (PMDB) trouxe à tona uma denúncia bem particular. Perguntou ao secretário se ele ainda está com o telefone funcional da Maternidade Cândido Mariano, onde trabalhou até dezembro.

Mesmo afastado do hospital, ele confirmou que usou o aparelho de janeiro a abril, com as contas pagas pela maternidade. “Como era nova direção, pediram para eu ficar com o celular para resolver qualquer problema”, justificou, garantindo que já pediu as contas para ele mesmo pagar.

Marquinhos também solicitou formalmente os holerites de Ivandro, que teria de receber salário fixo, sem variações, mas há denúncias de que recebe vencimentos diferenciados.

A CPI da Saúde deve ter trabalho por, pelo, menos mais dois meses, na avaliação de Amarildo Cruz. “Não vamos parar nem no recesso”, afirma.



Essa CPI, ainda vai descobrir (muito mais lama) da Administração passada é só aguardar para conferir. Depois querem ter moral para incriminar o Bernal por contratar médicos sem concurso. O velho axioma: " O sujo falando do mal lavado" É claro que a sociedade espera que todos os mandatários cumpram a legislação, mas infelizmente é isso aí. É por isso e por mil outros motivos que o povo foi para as ruas. E não brincam, que na próxima vez, voltarão muito mais pessoas e muito mais revoltados com a continuidade do descaso com aquilo que devia ser ético e moral na vida prática dos políticos neste país, mas parece que perderam o brilho e a vergonha no lidar com a coisa pública. Entre outros, um dos cânceres do país tem nome: "corrupção ativa e passiva" e não basta ter apenas a lei proibitiva, é p
 
João Alves de Souza em 28/06/2013 00:09:14
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