Sob chuva, estudantes da UFMS fazem ato pelo fim da escala 6x1
Pelas ruas ao redor da universidade, alunos, professores e integrantes de movimentos sociais se mobilizaram
Sob chuva e ao som de trio elétrico que acompanha a manifestação, estudantes da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) realizaram mais uma caminhada pelo fim da escala 6x1 e outras causas sociais. Consequentemente, os manifestantes demonstraram apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), candidato à reeleição.
RESUMO
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Sob chuva e ao som de trio elétrico, estudantes da UFMS realizaram caminhada em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato à reeleição, em defesa da democracia. O ato reuniu alunos, professores e integrantes de movimentos sociais, como Laura dos Santos, do MST, que destacou demandas da agricultura familiar e da reforma agrária. O deputado federal Vander Loubet e vereadores do PT também participaram. Os estudantes mais jovens não quiseram falar com a reportagem.
Pelas ruas ao redor da universidade, alunos, professores e integrantes de movimentos sociais se mobilizaram para, segundo eles, defender a democracia.
Entre os participantes estava Edson José de Moraes, de 55 anos, que decidiu acompanhar a mobilização organizada pela comunidade universitária. Para ele, a caminhada representa uma oportunidade de participação política, especialmente para os jovens. "É nessa ocasião de reunir a juventude que a gente pode exercitar a cidadania, viver a plenitude da democracia, se manifestar e defender o projeto que acredita ser melhor para o país", afirmou.
Edson contou que já participou de outras manifestações políticas, muitas delas organizadas por estudantes. Ele também relembrou mobilizações realizadas na universidade durante a década de 1980, especialmente em defesa do passe livre e da democracia. "Aqui houve grandes movimentos pelo passe livre, pela democracia nos anos 80. Então, aqui pulsa uma legitimidade", disse.
Na avaliação dele, a presença de diferentes gerações na caminhada demonstra a continuidade da participação política. "A juventude, de alguma forma, representa o melhor para o futuro, porque daqui a pouco são eles que vão estar na coordenação da sociedade", completou.
A manifestação também reuniu representantes de movimentos sociais ligados à agricultura familiar e à reforma agrária. Uma delas foi Laura dos Santos, de 57 anos, integrante da coordenação nacional do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), que participou da caminhada em defesa da continuidade do governo Lula.
Moradora de um assentamento rural, Laura afirmou que a mobilização também busca chamar a atenção para as demandas das famílias que vivem e trabalham no campo. Entre as prioridades citadas por ela estão o fortalecimento das cooperativas, a produção agroecológica e a ampliação das políticas públicas de apoio à agricultura familiar.
"Temos o entendimento de que é preciso se organizar, produzir com agroecologia, alimento saudável, não só para nós que estamos na roça, mas também para os trabalhadores da periferia", declarou.
Ela destacou a importância de programas de aquisição de alimentos e de alimentação escolar, que permitem a comercialização da produção de pequenos agricultores. Também defendeu iniciativas como as cozinhas solidárias e políticas voltadas à reforma agrária.
Laura afirmou que a participação dos estudantes é importante para aproximar o conhecimento produzido nas universidades da realidade das comunidades rurais. Segundo ela, essa relação contribuiu para a formação de educadores do campo e para o desenvolvimento de projetos ligados à agricultura familiar.
A integrante do MST também relembrou a trajetória de movimentos sociais e partidos políticos que participaram de mobilizações pela reforma agrária em Mato Grosso do Sul desde a década de 1990.
"Hoje nós temos o Pronera, temos educadores do campo que se formaram nessa universidade, temos professores que apoiam a reforma agrária", afirmou, em referência ao Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária.
Para Laura, a presença de estudantes, professores e militantes de diferentes idades representa a continuidade dessas mobilizações. Ela defendeu que a juventude mantenha a participação nos debates sobre políticas públicas, educação e desenvolvimento rural.
Políticos do PT, como o deputado federal Vander Loubet (PT) e os vereadores Luiza Ribeiro (PT) e Jean Ferreira (PT), também participaram do ato. Entre os estudantes mais jovens, nenhum quis falar com a reportagem.
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