Anvisa apreende medicamento falsificado usado contra câncer de mama
Unidades com fabricação em junho de 2025 foram retiradas de circulação após alerta da fabricante

Medicamento falsificado usado no tratamento de câncer de mama foi encontrado no mercado e acabou alvo de apreensão pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). A medida atinge unidades do Phesgo, do lote B5011B05, que apresentam “06/2025” como data de fabricação. A resolução foi publicada no Diário Oficial da União desta segunda-feira (21).
RESUMO
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A Anvisa determinou a apreensão de unidades falsificadas do Phesgo, medicamento usado no tratamento de câncer de mama, do lote B5011B05, com data de fabricação 06/2025. A fabricante Roche alertou a agência sobre as irregularidades. Também foram apreendidos três lotes do Dysport, à base de toxina botulínica. Além disso, a agência suspendeu propagandas de medicamentos manipulados e proibiu a venda de produtos de cannabis sem registro.
O alerta partiu da própria fabricante, a Produtos Roche Químicos e Farmacêuticos S.A., que comunicou à Anvisa ter identificado unidades com características diferentes das apresentadas pelo medicamento original. Segundo a Agência, trata-se de produto falsificado.
A determinação é específica para as unidades com a data de fabricação indicada. Elas estão proibidas de ser armazenadas, comercializadas, distribuídas, exportadas, importadas ou utilizadas.
O Phesgo é utilizado no tratamento de determinados casos de câncer de mama, o que torna a identificação de versões falsificadas especialmente relevante para pacientes que dependem do medicamento.
Toxina botulínica - A mesma resolução também atingiu o Dysport, medicamento à base de toxina botulínica tipo A. A fabricante Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. informou que não reconhece como originais três lotes: P08191, com validade até 04/2029; P08192, com validade até 05/2029; e P22368, com validade até 02/2029.
A Anvisa determinou a apreensão e proibiu a comercialização, distribuição e uso dos produtos desses lotes.
A resolução também suspendeu a propaganda de uma lista de medicamentos manipulados pela Queen Pharma Aesthetic Ltda. A empresa anunciava os produtos no Instagram, segundo a Anvisa, em desacordo com as regras de boas práticas de manipulação.
Entre os itens estão Lidocaína 2% sem vasoconstritor, Desinflame, Morusil Slim+, Hepato Detox, Metabolismo Power, Muscledefin, Skinbooster, Papada Slim, Melasma, Lipo Slim, Soft Lipo e outros.
A Farmácia Malheiro Ltda. também teve suspensa a propaganda de medicamentos manipulados anunciados em seu site.
Outra medida proibiu a comercialização e a propaganda de diversos produtos derivados de cannabis fabricados por uma empresa não identificada. Os itens eram anunciados em um site e na rede social.
Conforme a Anvisa, os produtos não tinham registro ou autorização da Agência.
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