Anvisa proíbe venda e fabricação de suplemento Peptistrong em todo o País
Agência determinou recolhimento de todos os lotes após identificar ingrediente sem avaliação de segurança
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) determinou a suspensão da fabricação, comercialização, distribuição, propaganda e uso do suplemento alimentar Peptistrong, produzido pela Biostevi Pharma. A decisão, publicada nesta sexta-feira (9) no Diário Oficial da União, também estabelece o recolhimento de todos os lotes do produto.
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Segundo a agência, o suplemento contém proteína de fava hidrolisada, ingrediente que não passou pela avaliação de segurança exigida para utilização em alimentos. A irregularidade foi identificada após a constatação de que o produto estava sendo anunciado e comercializado sem o cumprimento dessa etapa prevista nas normas sanitárias.
A avaliação de segurança é um procedimento utilizado para verificar se determinado ingrediente pode ser empregado em alimentos nas condições propostas. A ausência dessa análise não significa, necessariamente, que o suplemento provoque danos à saúde, mas impede que sua segurança seja considerada comprovada para o uso pretendido.
Com a determinação, o Peptistrong não pode ser fabricado, vendido, distribuído ou anunciado enquanto estiver em vigor a medida sanitária. A proibição também alcança o uso do suplemento e todos os lotes que já foram colocados no mercado.
Empresa contesta irregularidade - Em nota, a Biostevi Pharma afirmou que a decisão da Anvisa tem caráter preventivo e que não foram identificados problemas de contaminação, falhas na manipulação ou desvios de qualidade relacionados ao produto.
"Não houve qualquer descumprimento à legislação sanitária ou às normas técnicas aplicáveis, o que será demonstrado à Anvisa por meio dos esclarecimentos técnicos e documentais cabíveis", declarou a empresa.
A fabricante também informou que todos os seus produtos passam por rigorosos procedimentos de controle de qualidade e reafirmou o compromisso com a segurança dos consumidores.
Apesar da manifestação da empresa, a determinação da Anvisa permanece em vigor. A medida está relacionada à ausência da avaliação de segurança do ingrediente, e não à identificação de contaminação ou de efeitos adversos provocados pelo suplemento.
A decisão não estabelece, por si só, que o produto seja prejudicial à saúde, mas considera que sua comercialização não pode continuar sem o cumprimento das exigências sanitárias.
*Com informações da Folha de São Paulo


