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Saúde e Bem-Estar

Teste para sífilis deve ser feito uma vez ao ano; veja quando procurar

Exame rápido e tratamento estão disponíveis gratuitamente pelo SUS; doença pode permanecer anos sem sintomas

Por Viviane Oliveira | 04/10/2026 13:42
Teste para sífilis deve ser feito uma vez ao ano; veja quando procurar
Material de laboratório identificado com referência à sífilis (Foto: MS/divulgação)

Pessoas sexualmente ativas devem fazer o teste rápido para sífilis pelo menos uma vez ao ano, mesmo quando não apresentam sintomas. O exame e o tratamento da infecção estão disponíveis gratuitamente pelo SUS (Sistema Único de Saúde).

RESUMO

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Pessoas sexualmente ativas devem fazer o teste rápido para sífilis ao menos uma vez por ano, mesmo sem sintomas, e o exame e o tratamento são gratuitos pelo SUS. A orientação ganha destaque no Outubro Verde. Segundo a infectologista Isadora Hallal, a doença pode passar despercebida, pois os sintomas mudam conforme a fase e podem desaparecer. Sem tratamento, pode causar danos neurológicos e cardiovasculares. A sífilis tem cura, mas é possível contraí-la novamente. Gestantes devem testar-se três vezes para evitar a transmissão ao bebê.

A orientação ganha destaque durante o Outubro Verde, campanha de conscientização, prevenção e combate à sífilis e à sífilis congênita. Apesar de ter diagnóstico e tratamento disponíveis, a doença pode passar despercebida porque os sintomas mudam conforme a fase da infecção e podem desaparecer.

Segundo a infectologista do Humap-UFMS (Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian, da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), Isadora Hallal, o teste não deve ser procurado apenas quando surgem sinais da doença.

Atualmente, a recomendação é de rastreamento anual com teste rápido para todas as pessoas sexualmente ativas. Quem já teve sífilis também precisa continuar se prevenindo e fazer novas testagens quando houver indicação, já que uma infecção anterior não impede que a pessoa contraia a doença novamente.

Sintomas – Na fase inicial, um dos principais sinais é o aparecimento de uma ferida na região genital, conhecida como cancro duro. A lesão geralmente não causa dor e pode ser pequena. “Nas mulheres, pode estar dentro da vagina ou no colo do útero, em um local que a própria pessoa não consegue visualizar”, explica Isadora.

A ferida pode desaparecer sozinha depois de algumas semanas, mas isso não significa que a infecção foi eliminada. “A pessoa pode achar que está curada, mas a infecção continua no organismo”, alerta a médica.

Depois, a sífilis pode entrar na fase latente, quando não há sinais ou sintomas. Sem diagnóstico e tratamento, parte dos casos pode evoluir, anos depois, para formas mais graves. “Nas formas mais avançadas, pode comprometer o sistema nervoso e o sistema cardiovascular, além de causar lesões em outros tecidos. Pode provocar problemas neurológicos, alterações nos olhos, problemas cardiovasculares e, em casos graves, incapacidade e até morte”, afirma.

Tratamento – A sífilis tem cura. Entre os cuidados estão seguir corretamente o tratamento e respeitar o intervalo entre as doses quando houver necessidade de mais de uma aplicação. As parcerias sexuais também devem ser avaliadas e tratadas quando indicado. Mesmo após o tratamento, é possível contrair sífilis novamente. Por isso, o uso de preservativo e a realização de novos testes continuam recomendados.

Gestantes – Durante a gravidez, a atenção deve ser redobrada porque a sífilis pode ser transmitida da gestante para o bebê. A orientação é fazer o teste na primeira consulta de pré-natal, no início do terceiro trimestre e novamente no momento do parto.

O diagnóstico precoce permite iniciar o tratamento antes que a infecção provoque consequências para o bebê. “A boa notícia é que essa transmissão pode ser evitada. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da gestante durante a gravidez reduzem muito o risco de consequências para o bebê”, explica Isadora.

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