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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

26/08/2015 08:00

Amor a primeira vista fez engenheiro se mudar e investir na Capital

Juliana Brum
Amor a primeira vista fez engenheiro se mudar e investir na Capital
Amor a primeira vista fez engenheiro se mudar e investir na Capital

Tímido e modesto, o primeiro consultor de fundações do Estado, o engenheiro civil, Armando de Freitas, 81 anos, contou que quando veio à Campo Grande a convite de um amigo há 43 anos atrás foi amor a primeira vista, porque logo viu que a Capital Morena tinha muito ainda o que crescer. Sua vinda de Araçatuba com a esposa e as duas filhas resultou em um trabalho que hoje representa 70% dos prédios construídos, além das inúmeras histórias do crescimento urbano da Capital neste curriculum.

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 quem diga que esta porcentagem seja maior, mas sua modéstia garante que no mínimo 50% foi ele quem fez, mas a máxima ele deixa para terceiros afirmarem, como é o caso de sua filha Carolina que trabalha com ele e está se formando em engenharia neste ano, e que garante que o mínimo seria 70% dos prédios construídos e obras privadas e públicas fruto do trabalho de seu pai.

Armando começou no Estado montando uma empresa chamada SOTEF (Sociedade Técnica de Engenharia e Fundações LTDA) e após alguns anos já com o seu trabalho reconhecido por ter feito obras como: o rádio clube, o segundo prédio com mais de 10 pavimentos de Campo Grande, dentre outras obras na cidade que começava a crescer aceleradamente após a divisão do Estado foi convidado para fazer diversas fundações de obras públicas.
Foi na década de 70 que seu nome ficou cravado em obras como a criação do Parque dos Poderes, Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian.

Época em que foi diretor de obras públicas do governo de Pedro Pedrossian. Quatro anos depois foi também assessor de engenharia do Tribunal de Justiça do Mato Grosso do Sul, e participou de outras gestões do governo estadual no qual até hoje presta alguns serviços, presidiu a associação dos engenheiros e arquitetos de Campo Grande.

Freitas lembra com saudosismo da época da construção do parque dos poderes em que havia um escritório dentro do parque e todas as sexta-feiras a equipe fazia churrascos e confraternizações.

Nem a idade o paralisa, porque até hoje administra sua consultoria particular e viaja para vistoriar diversas obras no interior do Estado. Para órgãos estaduais presta serviço para Agesul, Sanesul, Agehab e Tribunal de justiça.Em Dourados também realizou diversas obras e edifícios imobiliários.

Em obras de saneamento foram realizadas por ele 25.000 ml de rede adutora de água, 8.000 ml de rede emissário e 8.800 ml tubos de concreto em galerias pluviais, em estradas municipais, fundações diretas dentre outras realizadas não só na Capital.

Alguns de seus clientes presentes nesta trajetória foram: Encol S/A Engenharia, Brastec Engenharia, Engenharia AS SAAD, Plaenge Empreendimentos, Vanguard Home Emprendimentos, Encon Engenharia, SMR, Engegrande Engenharia e CMT. 

"Amo o que faço e mesmo que financeiramente eu não precisasse eu estaria na ativa por paixão" declarou Armando.

70% dos Edifícios imobiliários foram edificados por ele ( Foto - Arquivo Pessoal) 70% dos Edifícios imobiliários foram edificados por ele ( Foto - Arquivo Pessoal)
Obras no interior como a sucursal de um jornal diário da Capital ( Foto - Arquivo pessoal)Obras no interior como a sucursal de um jornal diário da Capital ( Foto - Arquivo pessoal)

A filha Carolina Machado de Freitas Dobes, 45 anos, se formou em administração mas depois de ir trabalhar junto com o pai na empresa da família resolveu seguir o mesmo caminho do pai e se forma no fim deste ano em engenharia. Ela lembrou que há 5 anos atrás o pai foi chamado por uma ação especial dos bombeiros de busca por ele conhecer como ninguém o solo da região e ajudar na busca de um corpo que havia caído num poço profundo.

"Tudo aconteceu porque os bombeiros não achavam o fundo do poço em que o corpo do capataz da fazenda havia caído e como o solo do local era muito arenoso quanto mais cavavam desmoronava mais, daí indicaram o nome do meu pai que só de olhar deu a orientação exata de como deveriam fazer tal escavação para que o corpo fosse retirado com segurança. Ele não aceitou a condecoração que os bombeiros ofereceram, mas achei justo porque se não fosse ele dar as orientações exatas não fariam o resgate. Meu pai conhece com propriedade os solos da Capital afinal são mais de 40 anos fazendo fundações" disse a filha.

Sobre o caso o engenheiro disse que nem gosta de lembrar da aflição no dia, mas que era obrigação dele como ser humano de ajudar e não pela profissão ele explicou.

O neto Guto Dobes Filho, 28 anos, é formado em propaganda e marketing e diz ter orgulho de seu avô que é muito bem lembrado pela sociedade.

"Meu avô é um exemplo de vida e de profissional comprometido com a função. O considero um legado para Campo Grande e por onde vou ouço só falarem o bem dele" declarou o neto.

O engenheiro afirma que Campo Grande é uma excelente cidade para se morar e que se sente feliz em ter participado desta história.

Três gerações lembram das principais obras de Armando na Capital Morena ( Foto - Juliana Brum)Três gerações lembram das principais obras de Armando na Capital Morena ( Foto - Juliana Brum)



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