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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

26/05/2014 12:42

Coordenador admite extravio e diz a candidatos que “não vai haver prova”

Bruno Chaves
Vídeo cedido ao Campo Grande News mostra homem identificado com crachá da Funca discutindo com candidatos (Imagem: Reprodução/YouTube)Vídeo cedido ao Campo Grande News mostra homem identificado com crachá da Funca discutindo com candidatos (Imagem: Reprodução/YouTube)

Vídeo gravado por um candidato do concurso de agente administrativo da PRF (Polícia Rodoviária Federal) mostra o coordenador regional do certame, em Mato Grosso do Sul, confirmando que alguns malotes com provas enviados ao Colégio Dom Bosco, em Campo Grande, foram extraviados. Na gravação, ainda é possível ouvir o funcionário da Funcab (Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt) dizendo que “não vai haver prova”.

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As imagens foram cedidas ao Campo Grande News pelo candidato Carlos Novaes. Ele afirmou que o rapaz de amarelo que aparece na gravação estava identificado como coordenador regional do concurso em Campo Grande.

Durante os quase três minutos de imagens é possível ouvir discussão e tumulto entre as pessoas. “Vamos fazer uma coisa, nesse bloco não vai haver provas. Não é isso que vocês estão falando, que não vão fazer a prova”, disse o rapaz identificado com o crachá da fundação organizadora do concurso.

Como resposta, candidatos, irritados, gritam que o concurso perdeu a validade por causa dos atrasos e dos extravios de exames. “Vamos entrar com representação contra fundação”, afirmou um homem.

“É um direto de vocês. O que eu tenho autoridade para falar é que nesse bloco não vai haver prova em função da realidade que está”, rebateu o organizador.

Em determinado momento, o funcionário afirmou que o malote com as provas estava no prédio, mas depois acabou confessando que os malotes do bloco onde foi registrado o tumulto não chegaram com os demais.

Confira a cena abaixo:

Esclarecimentos – Procurado pela reportagem, o Departamento de Polícia Rodoviária Federal, em Brasília (DF), informou, nesta segunda-feira (26), que a organizadora do concurso para agentes administrativos da instituição em todo o País tem 24 horas para explicar o tumulto ocorrido durante a aplicação de provas na Capital sul-mato-grossense.

Conforme a nota, “cerca de 415 candidatos de um dos blocos do colégio Dom Bosco, em Campo Grande, não receberam os cadernos de provas. Assim que tomou conhecimento do fato, a Polícia Rodoviária Federal acompanhou a situação no local e solicitou à Fundação Professor Carlos Augusto Bittencourt (Funcab), empresa contratada responsável pela organização do certame, o relato oficial do ocorrido. A Funcab tem 24 horas para se manifestar”.

Momentos antes do posicionamento da PRF de Brasília, a Funcab, que tem sede em Niterói (RJ), divulgou nota oficial à imprensa informando que as consequências geradas em função do tumulto registrado em Campo Grande estão sendo analisadas.

A entidade diz, no texto, que não houve quebra da lisura do processo seletivo e afirma que foram os candidatos que provocaram tumulto. Para a fundação, aplicação das provas do concurso foi "um sucesso" em todo o território nacional e o certame transcorre normalmente.

Conforme a PRF, as provas foram aplicadas em todas as capitais do Brasil para, aproximadamente, 260 mil candidatos inscritos. Em Mato Grosso do Sul 11.549 pessoas se inscreveram no concurso. Para o Estado, estão disponíveis 15 vagas, sendo três para deficientes.

Em Campo Grande, foram 12 escolas aplicando a prova. O único problema registrado aconteceu no Bloco E do Colégio Dom Bosco.

Mais problemas? – Após sequência de matérias publicadas a respeito do tumulto ocorrido no Colégio Dom Bosco, a leitora do Campo Grande News, Kely Arraes Torres, enviou e-mail ao jornal relatando que também enfrentou problemas na Unigran, em Campo Grande, outro local de aplicação de provas.

"Venho deixar minha indignação sobre a prova da PRF, pois não foi apenas no Dom Bosco que as provas atrasaram, na Unigran também atrasou. Sem contar que havia candidato usando o celular durante a realização da mesma, um absurdo o despreparo dos fiscais", escreveu.




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