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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

07/01/2015 11:44

Aldeia que disputa comando tem a terceira morte em menos de 30 dias

Viviane Oliveira
No dia 18 de dezembro, amigos e parentes dos dois indígenas kadiwéu assassinados se reuniram na sede da Funai para pedir investigação dos casos.   (Foto: Marcelo Calazans) No dia 18 de dezembro, amigos e parentes dos dois indígenas kadiwéu assassinados se reuniram na sede da Funai para pedir investigação dos casos. (Foto: Marcelo Calazans)

Disputa por liderança pode ter provocado, em menos de 30 dias, três mortes de índios Kadiwéu na aldeia Alves de Barros, na região de Porto Murtinho, distante 431 quilômetros de Campo Grande. A mais recente foi o assassinato de Jociel Farias, morto com um tiro na cabeça por volta das 7h da manhã do dia 1º. Ele chegou a ser socorrido, mas morreu no hospital da região. De acordo com o boletim de ocorrência, o acusado de ter cometido o crime é Jamelio Dias.

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No dia 11 de dezembro, o cacique Ademir Matchua, 42 anos, foi atingido a tiros por opositores políticos. No mesmo dia, o indígena Orácio Ferraz, 26 anos, foi morto por vingança. Os dois chegaram a ser socorridos, mas morreram a caminho do hospital.

Os parentes do ex-cacique acreditam que as duas primeiras mortes foram provocadas por dois servidores da Funai. Segundo o sobrinho de Ademir, Lourival Matchua, os funcionários promoviam reuniões para escolher lideranças sem o consentimento dos moradores da aldeia, gerando clima de rivalidade.

De acordo com o Lourival, os dois servidores apontados pela família como culpados pelas mortes não estão mais trabalhando no CTL (Coordenação Técnica Local) da Funai em Bonito.

Os registros dos três homicídios foram feitos na Delegacia de Polícia Civil de Bodoquena e seriam repassado para Porto Murtinho, cidade onde fica a aldeia, no entanto, o delegado Rodrigo Zanotta informou que o caso será investigado pela Polícia Federal de Campo Grande.

No dia 18 de dezembro, amigos e parentes de indígenas kadiwéu assassinados no dia 11 do mesmo mês, se reuniram na sede da Funai (Fundação Nacional do Índio) em Campo Grande. Eles protocolaram pedido para que o órgão investigue o caso, junto ao MPF (Ministério Público Federal).

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