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Campo Grande, Sexta-feira, 09 de Dezembro de 2016

21/11/2014 11:36

Em briga por reajuste, sindicato diz que indústria está coagindo trabalhadores

Caroline Maldonado
Funcionários e sindicalistas fizeram manifestação em frente a Fibria, em setembro deste ano (Foto: Divulgação/Sititrel)Funcionários e sindicalistas fizeram manifestação em frente a Fibria, em setembro deste ano (Foto: Divulgação/Sititrel)

O sindicato que entrou na Justiça por reajuste salarial representando funcionários de três indústrias de papel e celulose, em Três Lagoas, a 338 quilômetros de Campo Grande, emitiu carta de repúdio hoje (21) afirmando que recebeu denúncias de que a Fibria tenta fazer um abaixo-assinado entre os empregados com fim de anular a assembleia em que a maioria deles votou contra o reajuste oferecido pela empresa.

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Conforme o Sititrel (Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias de Papel e Celulose), 70% dos trabalhadores votaram em reajuste de 8,33%, contra os 7% oferecidos pelas indústrias Fibria, Eldorado Brasil e International Paper.

Em nota, a entidade diz que repudia a forma com que a empresa Fibria encara as negociações sindicais. “Por meio de seu corpo diretor, o Sititrel, recebeu inúmeras denúncias de coação e terrorismo dentro da indústria. O sindicato afirma ainda que tomará as devidas providências em relação ao abaixo-assinado, a fim de proteger funcionários do que classifica como “manobras ilícitas praticadas pela empresa”.

O Sititrel afirma ainda que o ato da empresa contribui para “opressão democrática” e recomenda que a Fibria trate do caso apenas na Justiça “de forma pacífica e honesta”. A entidade aproveita para pedir aos trabalhadores que confiem nas decisões que estão sendo tomadas. Conforme a carta, o Sititrel promete fazer “esforço para concretizar o melhor acordo coletivo da história dos trabalhadores de papel e celulose de Três Lagoas”.

Por meio de assessoria de imprensa, a Fibria informou que não tem conhecimento de nenhum tipo de abaixo-assinado e que atua para atender as reivindicações dos funcionários dentro das possibilidades da empresa. Uma nota oficial sobre o assunto ainda será enviada pela empresa.

Reivindicação – Nas negociações que começaram em abril, os empregados e sindicalistas das três empresas já fizeram manifestações e três assembleias, nas quais mais de 50% dos funcionários votaram contra o reajuste oferecido por ambas.

Sem acordo, o Sititrel deu entrada em processo de dissídio coletivo aguarda a convocação para as audiências que devem acontecer em Campo Grande.

(Matéria atualizada às 14h01 para acréscimo de informações. 




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