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10/11/2014 11:50

Em uma semana, Dourados teve um assassinato a cada 16 horas

Helio de Freitas, de Dourados
Policiais em cena de assassinato ocorrido no Jardim Flórida, em Dourados (Foto: Osvaldo Duarte/Grande FM)Policiais em cena de assassinato ocorrido no Jardim Flórida, em Dourados (Foto: Osvaldo Duarte/Grande FM)

Em sete dias, dez pessoas foram assassinadas em Dourados, a 233 km de Campo Grande. De 1º a 8 deste mês, ocorreu um homicídio a cada 16 horas em média na segundas maior cidade de Mato Grosso do Sul.

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Os números são alarmantes, principalmente se forem comparados com o mesmo mês de 2013, quando cinco pessoas foram mortas em Dourados. Os registros policiais revelam também que os assassinatos aumentaram em 2014. Foram 61 ocorridos de 1º de janeiro até agora contra 47 em todo o ano passado.

A polícia já tem os autores definidos em cinco casos, mas alguns possuem características de crime de pistolagem, cometidos por matadores que estavam de moto ou carro. Os policiais douradenses acreditam que a maioria das mortes está relacionada ao tráfico e consumo de drogas e a brigas familiares.

No dia 1º, dois assassinatos foram registrados em Dourados. A líder indígena Marinalva Manoel, 27, foi assassinada com 35 facadas. O corpo foi encontrado nu, na margem da BR-163. Na semana passada o delegado Edmar Batistela, da 2ª Delegacia de Polícia, informou que o principal suspeito é o companheiro de Marinalva, que ainda não foi localizado.

O policial descartou ligação do crime com o conflito por terra, já que a kaiowá fazia parte de um grupo que luta pela demarcação de uma área próxima à cidade, na mesma região onde foi morta.

No mesmo dia, o aposentado José Ferreira de Carvalho, 65, foi morto com seis tiros no Jardim Guaicurus. Paulo Rocha, 26, e a mulher dele Suelen Grance Almiron, 22, foram presos em flagrante pelo crime. Paulo justificou o ato afirmando que o aposentado explorava e constantemente agredia um deficiente físico.

No dia 2, Geovani da Silva Vasconcelos, 17, foi assassinado com um tiro nas costas no Jardim Piratininga, região norte da cidade. O crime foi praticado por dois homens que estavam em um Gol preto. Geovani tomava tereré com amigos, na rua Vereador Sinésio de Mattos, quando o carro passou e um dos ocupantes atirou no adolescente, que tentou correr, mas caiu na varanda de uma casa e morreu.

No mesmo dia, a índia Célia Fernandes, 32, matou o marido, o também índio Dirço Melo, 38, na aldeia Bororó. Dirço teria batido na mulher e para se defender ela desferiu uma tijolada na cabeça do marido. Ela vai responder ao crime em liberdade.

O ex-presidiário Rodrigo Vargas da Silva, 26, o “Loucura”, foi a quinta vítima de homicídio na cidade de Dourados neste mês. Na madrugada do dia 4, ele foi assassinado com três tiros na cabeça durante uma festa na Chácara dos Caiuás. Um adolescente de 17 anos se apresentou e confessou o crime.

No dia 6, a estudante Lindines Caroline Benites de Medeiros, 20, foi morta com 11 golpes de faca, na frente da filha de um ano de idade. O autor do crime seria o marido dela, Vanderson Roque Teixeira, 25, que teria ligado para o patrão e confessado o crime. Lindines foi morta na quitinete onde morava com Vanderson, nos fundos da casa de sua mãe, na Vila Industrial. Segundo os familiares, o casal brigava constantemente devido aos ciúmes de Vanderson, que não concordava que a mulher continuasse estudando.

Também no dia 6, Mário Márcio Evangelista Pinheiro, 47, foi assassinado a golpes de faca, na varanda de sua casa, no Jardim Flórida II. O enteado de Mário, Diego Vinicius Pedro de Souza, 18, é apontado como principal suspeito do crime. Ele estava no local na companhia de outro homem, conversando com o padrasto. A mulher de Mário diz ter ouvido uma discussão e ao sair encontrou o marido morto.

Adelibio Farias Vasques, 42, foi assassinado na noite de quinta-feira, dia 6. Ele estava em casa na rua General Osório, na Vila Erondina, quando foi chamado até o lado de fora por um homem que estava de moto. Quando passou o portão, Adelibio foi morto com tiros na cabeça, no peito e no pescoço. O autor do crime está foragido.
Na noite de sexta-feira, dia 7, Rodrigo Ortega Menani, 19, foi assassinado no bairro Estrela Porã, quando estava em frente à sua residência, acompanhado da sogra e da esposa. Quatro homens em duas motos passaram pelo local e as duas pessoas que estavam na garupa atiraram no rapaz. Rodrigo foi morto com seis tiros. Não há pista dos criminosos.


O adolescente Silas Eduardo Fernandes Ferreira, 16, residente no Jardim Santa Maria, foi a décima vítima dessa onda de violência em Dourados. Ele foi assassinado na madrugada de sábado ao sair de uma danceteria, no centro da cidade. Neste caso também não existem ainda pistas dos autores do crime.

Na Vila Erondina, homem foi morto em frente de casa; foram dez assassinatos em sete dias (Foto: Osvaldo Duarte/Grande FM)Na Vila Erondina, homem foi morto em frente de casa; foram dez assassinatos em sete dias (Foto: Osvaldo Duarte/Grande FM)
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