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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/11/2011 11:04

Investigação da PF indica que Nisio saiu vivo de acampamento indígena

Marta Ferreira e Nadyenka Castro

Líder guarani-kaiowa é dado como desaparecido. Investigação está "avançada", segundo Corporação

Em foto tirada dois dias antes de desaparecer,  Nisio aparece com chapéu encontrado depois no acampamento. (Foto: Divulgação Cimi)Em foto tirada dois dias antes de desaparecer, Nisio aparece com chapéu encontrado depois no acampamento. (Foto: Divulgação Cimi)

A investigação que a Polícia Federal faz do ataque sofrido por índios do acampamento Guaiviry, na região Sul do Estado, indica, até agora, que o líder Nisio Gomes saiu vivo do local. Por isso, ele é dado como desaparecido.

A Polícia Federal não detalha o andamento do inquérito nem explica o porque dessa convicação. Conforme apurado hoje, o trabalho de apuração está adiantado e, em breve, podem ser apontados os responsáveis pelo ataque.

O Campo Grande New, que está na região, apurou junto à PF que os depoimentos coletados até agora indicam que 7 homens invadiram o acampamento, em três camionetes, usando armas longas não letais, ou seja, que usam balas de borracha e normalmente são usadas para conter tumultos.

Balas desse tipo foram encontradas no acampamento, assim como rastro de sangue, indicando que alguém foi arrastado, mas, diante dos testemunhos, a PF acredita que Nisio tenha sido levado vivo. O sangue está passando por exames laboratoriais, para saber se é humano e de quem se trata, no caso positivo.

De Nisio, ficou no local apenas um chapéu com as coras da bandeira brasileira.

Outros dois índios foram feridos, conforme apurado até agora. A investigação indica, ainda, que os agressores são da região.

Ontem, foram colhidos depoimentos até por volta das 18h, de não índios.

Comitiva-O acampamento receberá hoje a tarde visita de uma comitiva da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Vieram de Brasília o secretário-executivo da SDH, Ramaís de Castro Silva, o ouvidor nacional dos Direitos Humanos, Domingos da Silveira, a coordenadora-geral de Proteção a Defensores de Direitos Humanos da SDH, Clarissa Jokowski, e técnicos da pasta.

Neste momento, eles estão reunidos na sede da (Fundação Nacional do Índio), em Ponta Porã, com superintendente da Polícia Federal no Estado, Edgar Paulo Marcon, e representantes da Fundação. De lá, saem no começo da tarde para o acampamento, que fica entre as cidades de Aral Moreira e Amambai.




A situação de demarcação de terras indígenas no Brasil é um tanto complicada, não entendo, por isso não vou discutir à respeito.
Mas usar de violência é inaceitável em qualquer circunstância. Os autores devem ser encontrados e punidos à rigor da lei.
 
Wellington Sampaio em 23/11/2011 11:36:36
Não entendo,se não tinham armas letais,só muniçao de borracha,como foi que alguns indios se feriram? pelo que eu sei elas só provocam marcas de sucção,e dói bastante, e onde compraram essa munição, mas nada disso justifica a violencia,existe lei para resolver essa situação, e que será dado razão para quem estiver certo.
 
Roselina Correia em 23/11/2011 04:52:08
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