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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

19/04/2011 09:50

No Dia do Índio, duas áreas continuam ocupadas em MS

Jorge Almoas
Índios em invasão da Fazenda Petropólis, em maio do ano passado (Foto: João Garrigó)Índios em invasão da Fazenda Petropólis, em maio do ano passado (Foto: João Garrigó)

Índios Kadiwéu e da etnia terena passam o Dia 19 de Abril acampados em 2 fazendas de Mato Grosso do Sul. As áreas, são há anos reivindicadas pelas famílias, como parte das aldeias, mas os recursos judiciais impedem o fim da briga que envolve, inclusive, a família do ex-governadro Pedro Pedrossian. Processos parados são o estopim para as ocupações no Estado.

Em Bonito, a 257 quilômetros de Campo Grande, indígenas da etnia kadiwéu continuam ocupando a sede da Fazenda Santa Clara, distante 65 quilômetros do centro da cidade. Eles ocuparam a fazenda há 37 dias.

Segundo os proprietários, o grupo não admite diálogo e mantém-se irredutíveis sobre o objetivo de incluir a área para demarcação indígena. No entanto, a justiça já concedeu, em 2003, manutenção de posse aos produtores rurais.

Denúncias apontam que fazendeiros da região do Pantanal “fugiram” para Bonito e arrendaram as áreas indígenas, onde brancos vivem e produzem em locais destinados às etnias indígenas.

Nilton Pereira Vargas, proprietário da Fazenda Santa Clara, disse ao Campo Grande News que há 15 dias não vai à fazenda por medo da reação dos indígenas. “A Funai não faz nada, nem a polícia”, comentou.

A decisão depende do STF (Supremo Tribunal Federal), depois que a Justiça Federal de Campo Grande julgou não possuir competência para resolver a situação. Os proprietários ingressaram com medida cautelar de manutenção de posse para conseguir reaver a área.

Hoje, quase 2 mil índios kadiwéu vivem na região de Bonito e Porto Murtinho.

Por muitos anos, os kadiwéu aguardaram o desfecho da pendência judicial e neste ano resolveram lutar pela terra acampados na propriedade.

Terra de ninguém – Em Miranda, a fazenda Charqueada é reivindicada pelos indígenas da etnia terena. Pedro Paulo Pedrossian contou ao Campo Grande News que a situação é a mesma há 15 dias, desde quando os índigenas ocuparam a fazenda.

“Ninguém vai até lá. Os indígenas entram e saem do jeito que querem da fazenda. Parece terra de ninguém”, declarou Pedro Paulo. No começo deste mês, a situação ficou tensa, com troca de tiros.

Ele complementa dizendo que os terena não respeitam qualquer direito e não aceitam conversar. “Precisava ver há 15 dias. A gente preso dentro da fazenda sem poder sair e eles lá, na estrada, se revezando. Cada hora deitava um grupo para não deixar ninguém passar”, disse.

A medida para recuperação da área continua aguardando julgamento do STF. Segundo a PM de Miranda, a orientação foi para não se aproximar da fazenda. Informações dão conta que a Polícia Federal esteve no local, mas não conseguiu agir.

Os indígenas de Miranda denunciam que a fazenda foi vendida ilegalmente para outras pessoas. Em maio do ano passado, o grupo já havia sido retirado, em ação que envolveu até a Polícia Militar, com uso de bombas de gás contra as famílias.

Sem nenhum avanço no processo desde então, eles resolveram entrar novamente na área.

"Já tem fazendeiro fazendo venda ilegal das terras. Na Charqueado, nem tem mais gado. Essa terra 'tá' no nome do fazendeiro, mas 'tá' na mão de um comerciante de Miranda que já ameaçou a comunidade", diz o índio Vahelé Terena, líder do movimento.

O grupo está em uma pequena parte do total de 36.288 hectares da Terra Indígena Cachoeirinha, já reconhecida como tradicionalmente ocupada pelo povo Terena, conforme o Relatório de Identificação publicado no DOU (Diário Oficial da União), em 2003.

Em 2007 foi assinada a Portaria Declaratória dos limites da terra indígena pelo Ministro da Justiça. O procedimento administrativo de demarcação foi parcialmente suspenso em 2010, por decisão liminar proferida pelo Ministro do STF (Supremo Tribunal Federal), Gilmar Mendes, em beneficio de Pedrossian, lembra o Cimi (Conselho Indigenista Missionário).

A reclamação é que a Portaria Declaratória em 2007, pouco avançou em rumo à conclusão definitiva da demarcação. "Restam a fazer os pagamentos de benfeitorias aos ocupantes não índios, a demarcação física da área e a assinatura do Decreto de Homologação pela Presidenta da República", informa o conselho.




Infeliz a colocação de Mário Antunes, quando coloca que indio atrapalha, o que atrapalha é a morosidade na tomada de decisões, se as terras são indígenas ou não a justiça é quem determina, outro comentário infeliz e preconceituoso é de Gilmar Cândido quando fala do apito e do corote, que visão tacanha essa de que o indio só bebe, Deus não faz separação de pessoas, Deus ama a todos de forma igual, somos feito a imagerm e semelhança de Deus, ninguém pode se julgar melhor do que ninguém, que povo preconceituoso é esse meu Pai. Viva o dia 19 de Abril.Deus abençõe a TODOS.
 
Weiner Bondarczuk em 20/04/2011 10:39:36
O Sr Antunes precisa conhecer mais sobre os povos indigenas dos Estados Unidos.
 
Micheal Feeney em 20/04/2011 09:01:33
Ao sr.Mario Antunes falta conhecimento à causa.Supomos que venha um homem bonito e rico e quissesse fazer vc filho dele e lhe daria um quarto amplo e um novo Registro de Nascimento.Vc aceitaria? Voce aceitaria esse novo mundo limitado? Índio é assim,quer liberdade pra ir e vir dentro da mata.Caçar,pescar montar sua aldeia onde lhe convir! Na decada de 70 dois índios foram mortos a bala por estarem caçando em terras "que não lhes pertenciam", aí mesmo na região de Miranda e Agachi. A historia de indio ser vagabundo tem uma origem: Todos os dias,por volta de 09:00 hs um fazendeiro a cavalo cruzava pela aldeia pra ir a sua fazenda e passava em frente a casa do índio que folgado estava deitado na rede, tomando tereré.A tarde o fazendeiro voltava e lá estava o índio.Que vagabundo! Ledo engano! Na verdade o indio acordava ás 03 da madrugada pra montar arapucas e trabalhar até as 09 em sua roça,aproveitando o frescor da natureza e já com o sol forte voltava pra casa,com produtos de sua roça.A tarde esperava o sol "baixar" pra ir novamente a roça e trabalhar até a noite. Portanto sr.,Mario Antunes avalie bem seu pensar e comentar sobre seu semelhante.E viva o Dia do Índio!!!
 
Samuel gomes-Campo grande-MS em 19/04/2011 10:37:13
Engraçado.....pintado pra guerra....kkkkkk...Cocar....kkkkk
Faltou o apito e o Corote........Vai trabalhar.....
 
GILMAR CANDIDO em 19/04/2011 09:15:47
deveria dar de direito dos indios ou o stf julgar para difinir e acabar com esta agonia... Ou fazer como os Estados unidos fez la nao existe indio dar cidadania de branco e fazer os indios trabahlar inves de atrapalhar..
 
mario antunes em 19/04/2011 04:41:03
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