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Campo Grande, Segunda-feira, 05 de Dezembro de 2016

27/09/2015 09:24

Para secretário, videomonitoramento desbanca lei do silêncio na fronteira

Luana Rodrigues
Empresário foi assassinado na frente da esposa e filhos. (Foto: Capitanbado)Empresário foi assassinado na frente da esposa e filhos. (Foto: Capitanbado)

Previsto para ser colocado em operação em março do ano que vem, o videomonitoramento é a "aposta" da Secretaria de Justiça e Segurança Pública para coibir e esclarecer os crimes nas regiões de fronteira do Mato Grasso do Sul. O programa irá atingir 8 cidades que fazem divisa com Paraguai e Bolívia, entre elas Ponta Porã - distante 323 quilômetros de Campo Grande - onde foram registrados 10 execuções nos últimos dias. 

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De acordo com o secretário de Justiça e Segurança Pública, Silvio Maluf, a empresa que venceu a licitação no valor de R$ 4.050.000,00 já começou a analisar os locais onde serão instaladas as torres para acomodar as 90 câmeras previstas no projeto.

"O principal problema que enfrentamos na fronteira é a lei do silêncio, falta de testemunhas e provas, pois elas cruzam a fronteira facilmente, e as imagens das câmeras podem pelo menos mostrar o que se passa ali e fornecer informações que ajudem na investigação", explicou.

O videomonitoramento faz parte do Enafron (Estratégia Nacional de Segurança Pública). A vigilância eletrônica será em Amambai (10 câmeras), Bela Vista (9), Coronel Sapucaia (9), Corumbá (15), Dourados (15), Mundo Novo (9), Naviraí (10) e Ponta Porã (13). Ao todo, Mato Grosso do Sul pode pleitear R$ 4.050.000,00, sendo R$ 3.240.000,00 para capital e R$ 810 mil para custeio.

Região vulnerável- Para o secretário, a segurança na fronteira é uma questão nacional, pois envolve "agendas comuns entre vários países". Além disso, segundo Maluf, criminosos de vários estados vão para estas cidades, por envolvimento com o tráfico de drogas, o que favorece o aumento no indíce de crimes executados por facções.

O secretário também aponta uma maior "facilidade" a formação de grupos do crime organizado. "São várias etnias, indígenas, chineses, paraguaios, que formam pequenos grupos, o que induz a formação de organização criminosas e a disputa por áreas", disse.

 

 




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