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Campo Grande, Domingo, 11 de Dezembro de 2016

18/10/2011 18:19

PM que atirou em tenente tem prisão decretada após ameaçar testemunhas

Ana Paula Carvalho
Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)
Tenente (a esquerda) no dia 9 de setembro, quando assumiu comando em Cassilândia. (Foto: A Trinuna News)

A juíza de Direito de Cassilândia, Luciane Buriasco Isquerdo, decretou a prisão preventiva, ontem (17), do soldado da Polícia Militar Adriano Paulo da Silva, de 34 anos. Ele é acusado de ter matado o comandante da PM, tenente Mário José Eufrásio da Silva, 49 anos, no último sábado, em Cassilândia.

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Para converter a prisão em flagrante em prisão preventiva, a juíza afirmou que o soldado ameaçou uma testemunha logo após o crime e que poderia ameaçar outras. “Pelo risco de ameaça às testemunhas, tendo havido ameaça no curso dos fatos a uma delas e tudo demonstrando por ora que o acusado não se submete a trâmites legais pela maneira que se comportou, donde se vê que pode vir a ameaçar testemunhas”, afirmou durante as justificativas.

Ainda de acordo com a juíza, o policial tem antecedente e pode ser considerado perigoso. “Ostenta, ainda, antecedentes, estando patente sua periculosidade”, relatou.

O soldado “Paulão”, como é conhecido, foi transferido para o presídio de trânsito de Campo Grande e passará, também, por uma auditoria militar, já que tanto vítima como autor eram militares.

Esposa - Hoje, o delegado responsável pelas investigações, Rodrigo de Freitas, ouviu a esposa de Paulão. De acordo com ele, no momento do crime, ela estava no quartel da Polícia, para onde foi após ser agredida pelo marido, e não pode dar detalhes sobre a discussão entre tenente e soldado.

O caso - Eufrásio morreu no sábado, após ser chamado para resolver uma ocorrência na casa de Adriano. O comandante foi atingido por 3 tiros. Da arma do suspeito partiram duas balas calibre 38, que atingiram o abdome de Eufrásio.

Da cabeça, foi retirada munição calibre .40, a mesma utilizada pelos soldados Steffaner Beitiol de Freitas e José Antônio Ferreira carapiá, que no dia do crime estavam em serviço e também foram até a casa de Paulão, depois que a esposa dele procurou o quartel da PM para denunciar violência doméstica.

Em depoimento, um dos soldados admitiu ter disparado, na tentativa de imobilizar Paulão, que atirava contra o comandante. “Eles estavam muito chocados e, inclusive, choraram durante o depoimento”, conta o delegado.

Na casa foi encontrada uma munição da pistola do Polícia, mas alega que não se recorda do segundo disparo que pode ter atingido a cabeça do comandante.

O delegado já ouviu os quatro PMs que estavam na casa no momento do crime. Os soldados que atenderam primeiro a ocorrência disseram que Paulão estava alterado e aparentando embriaguez. Ele não autorizou exame de alcoolemia e preferiu ficar calado, sem prestar qualquer esclarecimento.

Outro que já prestou depoimento foi o sargento chamado pelo próprio Paulão para ir até a residência do casal, para cuidar do filho de 1 ano, já que é amigo da família. O sargento e o comandante estavam de férias, por isso ambos não tinham armas.

Os exames de balística serão feitos em Campo Grande e os resultados devem ficar prontos em uma semana.

A ACS (Associação de Cabos e Soldados da Polícia Militar e Bombeiro Militar de Mato Grosso do Sul) divulgou nota de pesar pelo falecimento do tenente Eufrásio.

Policial militar desde 1983, o comandante – natural de Uberlândia (MG), era casado, tinha três filhos e três netos. Ele foi transferido há menos de 40 dias para Cassilândia, no dia 9 de setembro. Antes, trabalhava em Chapadão do Sul.

“É com profunda dor que lamentamos esse momento trágico não só para a instituição, mas para toda a sociedade sul-mato-grossense. Rogamos para que Deus conforte seus entes queridos”, lamentou Edmar Soares, presidente da ACS.




É lamentável este acontecimento que causou tamanha comoçao, a todos, onde se perderam duas vidas...uma com uma mancha que jamais se apaga e outra tendo esta retirada de maneira violenta. Com isso perde as familias, que choram sobre a memoria do morto, e perde a instituição, que a cada dia vem angariando espaço junto a sociedade, com policais que horam a farda com fino trato dos seus e de outro
 
Ubaldino A. Amancio em 19/10/2011 11:18:38
se a propria, policia faz a tal chamada violencia domestica ............

é lamentalvel . o que me conforta e saber que ainda existem policias honesto.Aponto de perder aa propria vida .eeeita Brasil eimmmm
 
REGIANE MEIRA SIMÃO em 19/10/2011 09:27:26
Nossa é com pesar que fico sabendo de uma tragédia dessa envolvendo o meu amigo de profissão, trabalhei com o Tenente PM Eufrazio na Policia Rododviaria Estadual, era um profissional ilibado e de muita competencia, deixo aqui minhas condulências aos familiares do Eufrazio.
O que pode se fazer em um momento desse, qual era o estado de saúde mental do Sd PM Adriano, porque ele agiu dessa forma.
 
Jose Maximo da Fonseca em 19/10/2011 09:15:50
Que sirva de exemplo para muitas garotas que ainda namorando, aceita até apanhar do namorado, quando casa termina nisso ou pior; quem ama não agride.
 
luiz alves pereira em 19/10/2011 08:13:43
Caro Vitor, Policial é humano sim e pode errar como todas as outras pessoas, o que não pode é generalizar e subjugar os policiais que honram a função e são pessoas dignas de todo respeito, pois quando a sociedade está em apuros e necessitando proteção a quem ela recorre?
 
leandro lima de souza em 18/10/2011 08:10:48
Depois falam que Policial é humano e pode errar... concordo que todo mundo erra, mas o que dizer desse tal de "Paulão", ele errou tambem em ameaçar as testemunhas????????
tadinho dele esta transtornado...
 
vitor hugo em 18/10/2011 06:41:00
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