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Campo Grande, Sábado, 03 de Dezembro de 2016

23/10/2016 08:55

MS já enviou este ano 187 órgãos para transplantes em outros estados

Yarima Mecchi
Equipe que busca órgão é a mesma que implanta. (Foto: Yarima Mecchi)Equipe que busca órgão é a mesma que implanta. (Foto: Yarima Mecchi)

Na última quinta-feira (20), um coração foi doado em Campo Grande e levado para Brasília (DF), o que fez muita gente questionar o fato do órgão não ter salvo uma vida aqui, em Mato Grosso do Sul. Para explicar como esse processo funciona, recorremos aos critérios estabelecidos pelo SNT (Sistema Nacional de Transplantes), responsável pelo controle e pelo monitoramento dos transplantes de órgãos, de tecidos e de partes do corpo humano realizados no País.

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Para começar, a regra maior é respeitar a fila nacional de pacientes a espera de algum tipo de doação. O órgão, é claro, precisa ser compatível com o receptor para que não tenha rejeição, o que limita ainda mais o destino da doação.

Para piorar a situação de quem vive por aqui, Mato Grosso do Sul não faz transplantes de coração e quem precisa de um tem de mudar para um estado que tenha a estrutura ou ficar 24 horas por dia pronto para viajar.

De acordo com o Ministério da Saúde, a atuação do SNT está concentrada no tempo de espera dos pacientes na lista de transplantes e na melhoria da qualidade de vida dos que aguardam pelo procedimento. A coordenadora da Central Estadual de Transplante em Mato Grosso do Sul, Claire Miozzo, explica que no caso do coração, ele deve ser transplantado em no máximo quatro horas e por isso são muito importantes os dados do Sistema Nacional.

"Quanto tira do doador, o tempo é muito curto e aqui em Mato Grosso do Sul não fazemos transplante de coração, então é comum o órgão ser encaminhado para outro estado".

Ela esclarece que caso um paciente de Mato Grosso do Sul precise fazer um transplante de coração, é necessário que ele fique preparado para viajar ou more em uma cidade que faça o procedimento. "O mais indicado é que o paciente more em um município que realize o transplante. Um paciente nosso tem que ficar sempre alerta ou morando lá".

Ainda de acordo com a coordenadora, o tempo médio de espera para a liberação do corpo para a família é de 24 horas, mas a CET sempre pede 30 horas. "O máximo que a gente já demorou foram 30 horas. No caso de quinta-feira a família autorizou a doação na quarta-feira às 12h e o corpo foi entregue em 24 horas".

Manter em aparelhos - A coordenadora explica ainda que só é possível a doação de órgãos quando o paciente está em uma unidade hospitalar. "No caso do óbito o paciente tem que estar em CTI (Centro de Terapia Intensiva) ou UTI (Unidade de Terapia Intensiva), tem que estar ligado aos aparelhos".

Claire ressalta que no caso do coração, pulmão, figado e pâncreas a equipe médica que faz a retirada é a mesma que implanta no outro paciente e que em demais órgãos como o rim é enviado ao estado que está na fila.

Somente este ano Mato Grosso do Sul já encaminhou para outros estados 4 corações, 9 fígados, 37 rins, 1 pâncreas e 136 córneas. "Já encaminhamos praticamente para o país inteiro. Todo envio é feito através da fila nacional".




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