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11/05/2015 13:22

Indústria deve crescer 12,69% neste ano, apesar de ver "crise" em 2015

Caroline Maldonado
Presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, comentou resultados do setor durante coletiva à imprensa (Foto: Marcos Ermínio)Presidente da Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul), Sérgio Longen, comentou resultados do setor durante coletiva à imprensa (Foto: Marcos Ermínio)

Apesar de alegar crise, os números são positivos e o setor industrial prevê aumentar de 21,7% para 24,5% a participação no PIB (Produto Interno Bruto) de Mato Grosso do Sul em 2015. A expectativa é de que o valor aumente em 12,69%, passando dos R$ 12,6 bilhões alcançados em 2014 para 14,2 bilhões, neste ano, segundo a Fiems (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso do Sul).

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O segmento fica a frente da agropecuária, que é responsável por 15,4% do PIB do Estado e do setor público, com 18,9%; perdendo apenas para o comércio, que gera riqueza correspondente a 44% total. Entre 2007 e 2014, o número de estabelecimentos industriais cresceu, em média, 5,52% ao ano e o de empregos avançou em 5%. O salário médio dos empregados na área passou de R$ 1.732,27, em 2013 para R$ 1.844,89, em 2014.

O número de empregos no setor, no entanto, vem diminuindo e a previsão é de que passe de 133,6 mil no ano passado para 133,3 mil em 2015. A estimativa para a quantidade de indústrias abertas vai na direção contrária. Espera-se que passem de 11,7 mil para 11,8 mil em Mato Grosso do Sul.

Dificuldades - Mesmo com as previsões, de modo geral, otimistas, empresários do setor têm grandes preocupações, de acordo com o presidente da Fiems, Sérgio Longen. A burocracia nos processos junto aos órgãos de governo e o volume de impostos são apontados como fatores que complicam o desenvolvimento das indústrias.

“Os produtos são vendidos num formato em que é o empresário que vai pagar a conta. Isso é o que ocorre quando se transfere impostos, energia e combustível. Todos esses aumentos vão para os produtos. Então temos que resistir as essas ações e sermos competitivos a nível nacional”, comentou Sérgio, ao lembrar os dados da exportação de MS e destacar que é tempo de "resistência". 

O volume exportado pelo Estado gerou receita que cresceu 20,5% ao ano, entre 2007 e 2014, mas para este ano estima-se que passe de US$ 3,6 milhões para US$ 3,2 milhões, de acordo com o Mdic (Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior). Caso a previsão se concretize, a queda ficará em torno de 12%.

Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, disse que governo criou um Comitê de Desburocratização  para apoiar indústria (Foto: Marcos Ermínio)Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck, disse que governo criou um Comitê de Desburocratização para apoiar indústria (Foto: Marcos Ermínio)

Para melhorar o quadro, os industriais querem a aprovação de um projeto autorizado pelo Senado, que garante que os incentivos fiscais já concedidos tenham continuidade. “Defendemos que a Câmara dos Deputados aprove o projeto de lei, que trata da convalidação dos incentivos fiscais já concedidos pelos estados às empresas”, destacou Longen.

Investimentos – Até 2018, Mato Grosso do Sul terá obras no setor industrial com investimento total de R$ 30 bilhões, conforme a Fiems. Destacam-se a construção de nova unidade de produção de celulose, em Ribas do Rio Pardo; indústria química de processamento de milho, em Maracaju e uma indústria de milho e etanol, em Chapadão do Sul.

Os novos empreendimentos previstos são reflexo do esforço do Governo do Estado para apoiar o setor, na avaliação do secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Econômico, Jaime Verruck. “O Governo criou um Comitê de Desburocratização e estamos discutindo essas questões. O projeto para redução do imposto sobre o combustível está já nas mãos do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para ir à assembleia e com a convalidação dos incentivos conseguiremos trazer mais indústrias para MS”, disse o secretário.




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