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Campo Grande, Segunda-feira, 26 de Setembro de 2016

14/09/2016 16:38

MS fecha mais empresas do que abre e queda chega a 31%, aponta IBGE

Anny Malagolini
Campo Grande fechou 12,9 mil negócios em 2014 (Foto: Campo Grande News/Arquivo)Campo Grande fechou 12,9 mil negócios em 2014 (Foto: Campo Grande News/Arquivo)

A extinção de empresas tem aumentado em todo o cenário nacional, o país fecha mais empresas do que abre pela primeira vez desde 2008, quando o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) iniciou a série histórica do Cempre (Cadastro Central de Empresas). A situação se estende a Mato Grosso do Sul, que em 2014, fechou 12,9 mil negócios, dos 63 mil em operação, e abriu apenas 11,1 mil.

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Em Campo Grande, o fechamento de empresas também foi maior que o número de novos negócios: 5 mil encerraram suas atividades e 4,2 mil apostaram no mercado. O levantamento mostrou que a maior encerramento foi no comércio de reparação de veículos e motocicletas – encerramento de 2,3 mil unidades.

Em 2016, pelo menos 1,8 mil de Mato Grosso do Sul fecharam as portas. No confronto com anos anteriores, a taxa de saída chega a 31%: das 54.196 mil empresas abertas no Estado desde 2009, aproximadamente 15,3 mil já foram encerradas, é o que aponta o levantamento feito pela Jucems (Junta Comercial).

De janeiro a agosto do ano passado, 1.389 empresas saíram de operação, o que demonstra a queda do mercado brasileiro impulsionado pela alta da inflação e crise econômica e política do país.

O declínio das atividades tem aumentando a cada mês, e apenas em agosto foram 226 empresas a menos em Mato Grosso do Sul. Em julho, a operação de 209 unidades foram extintas e em junho 149 já tinham fechado.

Os novos investimentos no Estado também registraram queda, e a diminuição representa 17% de queda. Neste ano foram abertas 3.868 novas empresas, em contrapartida, os investidores somavam 4.679 empresas – nos sete primeiros meses de 2015.

Cenário Nacional - A região Centro-Oeste tem terceira maior taxa de saída de empresas, de 20,9%. O norte do país apresenta a pior taxa, e a proporção de saída com novos empreendimento chega a 28,1%.




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