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Campo Grande, Sexta-feira, 02 de Dezembro de 2016

16/02/2015 17:08

Renato deixou músicas inéditas para CD que deve ser lançado em agosto

Ângela Kempfer
Renato (calça clara) morreu na tarde de hoje em Campo Grande. (Foto: Reprodução Facebook)Renato (calça clara) morreu na tarde de hoje em Campo Grande. (Foto: Reprodução Facebook)

Os Bêbados Habilidosos brigavam, mas a história sempre aproximava os músicos que já pensavam em voltar a tocar juntos para o lançamento do novo CD da banda, com previsão para agosto. Infelizmente, não deu tempo...

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O vocalista do grupo, Renato Fernandes, morreu hoje à tarde em Campo Grande, aos 53 anos, após várias paradas cardíacas. Mas ficaram músicas inéditas e a voz já gravada, o que deve se transformar em uma grande homenagem com despedida ao estilo bluseiro.

Em junho do ano passado, quando se separaram após 24 anos de estrada, ironicamente eles já falavam que seria uma “obra póstuma”.

“Já havíamos gravado tudo, só falta mixar”, lembra o guitarrista Rodrigo Paiva, 37 anos, sobre “Vida Dura”, trabalho que agora será entregue aos fãs sem Renato no palco. São 14 canções, todas assinadas pelo vocalista, dez delas inéditas.

“Ele deixou gravada a voz guia, mas era tão bom até na guia, que vai ser fácil usar como voz máster e terminar o CD”, diz o contrabaixista Marcelo Rezende, de 42 anos.

Apesar da fama de mau de quem vive do blues e do rock, os companheiros de banda choram com força a morte do amigo. “Metade da minha vida foi dividindo o palco com ele. Quando a gente viajava, também dividia o quarto. Era um irmão. É duro de mais. Nem dá para acreditar. Se hoje eu sou músico, devo ao Renato”, agradece Marcelo.

Renato ajudou a criar a Blues Band, na década de 90. Depois, com o fim do grupo, surgiu o Bêbados Habilidosos, para o bem do gênero em Mato Grosso do Sul

Agora, definitivamente a banda acabou, sentencia Rodrigo. “O Renato é insubstituível. Nem tem como voltar sem ele. Agora ficamos na história”, resume Rodrigo.




Morre com certeza o maior compositor de Blues em português do mundo. Suas letras com palavras simples traduziam com clareza única o sentimento preso dentro do peito dos "bluesman". Quando cantava suas músicas estabelecia diretamente um canal de cumplicidade com quem a ouvia. Morre um mestre.
 
Wandik em 16/02/2015 21:05:00
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