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Campo Grande, Terça-feira, 06 de Dezembro de 2016

31/01/2013 08:30

Para moçada, preocupação pós-tragédia é com sermão dos pais e não só com riscos

Viviane Oliveira
De esquerda para direita, Mariana e Monique dizem que vão ficar mais atentas para evitar riscos em lugares superlotados. (Fotos: Luciano Muta)De esquerda para direita, Mariana e Monique dizem que vão ficar mais atentas para evitar riscos em lugares superlotados. (Fotos: Luciano Muta)


Eles dizem que vão prestar mais atenção nos itens de segurança das boates, que vão tomar cuidado, mas no final das contas a preocupação hoje de muitos jovens em Campo Grande é com a reação dos pais depois da tragédia no Rio Grande do Sul.

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"Antes mesmo de eu pensar em sair minha mãe já está falando”, comenta a estudante Monique Medina, de 20 anos. A amiga, Mariana Ortis, tem a mesma idade e preocupação idêntica. “Agora vão pegar mais no pé”.

Qualquer pai que se preze, arregalou os olhos e ficou assustado com o incêndio que matou 235 pessoas na boate Kiss, em Santa Maria (RS), na madrugada do último domingo (27).

Muita gente que já andava solta, livre na noite da cidade, agora voltará a ouvir aquelas recomendações infindáveis, antes de sair de casa para a balada.

Para não ficar no tédio em Campo Grande, quem adora a diversão noturna promete cuidados redobrados. A maioria dos jovens entrevistados jura de pés juntos ficar mais atenta para evitar riscos em lugares superlotados e até cobrar alvará. Recomendação que, na maioria das vezes, veio de casa.

A acadêmica de veterinária Mariana garante aos pais que apesar de não sair muito para a balada vai adotar como hábito verificar se o estabelecimento tem licenças válidas para o funcionamento. “Para mim o que aconteceu foi uma fatalidade, mas daqui por diante vou tomar mais cuidado”, afirma.

A amiga Monique, acadêmica de Direito, espera que, com o caso que chocou o mundo todo, as autoridades façam alguma coisa para evitar que ocorram outras tragédias.

“Tem que fechar todas essas casas de festas até que se adequem ao plano de segurança”, destaca, acrescentando que sempre tomou cuidado, mas antes para evitar assaltos e brigas generalizadas.

Professor atribui ao estado responsabilidade de garantir que a população esteja segura em locais públicos. Professor atribui ao estado responsabilidade de garantir que a população esteja segura em locais públicos.
Para Orlana tragédia foi por negligência. Para Orlana tragédia foi por negligência.

A contadora Consuelo Belline tem 3 filhas. A mais velha, de 21 anos, virou a maior preocupação depois das mortes no Rio Grande do Sul. “Ela tem carro, vai onde quer, não tenho mais o controle”, explica. Mesmo assim, a vontade da mãe agora é trancafiar a mais velha em casa.

“Conversei muito no domingo, ficamos muito abaladas. Por saber disso, agora ela tenta me tranquilizar. Toda hora fala sobre como é a segurança nos locais, que está tudo certinho.”

As mais novas são gêmeas, adolescentes de 15 anos, na época de viver em festas de debutantes. “Mas com elas eu tenho como dizer não. Agora, todo convite que elas receberem, eu vou verificar as condições de segurança do local. Sei como eu sou e acho bem provável que vá até os salões, para ver com os próprios olhos antes de liberar a ida das meninas”, garante.

Para o professor de Filosofia, Sociologia e Redação, Carlos Eduardo Pereira, o debate deve ser mais amplo. O Estado, na avaliação dele, tem a responsabilidade de garantir que a população esteja segura em todos os locais frequentados pelo público.

“O Estado, que por preguiça ou por omissão não faz isso, tem a obrigação de olhar essas coisas por nós. Que a tragédia de Santa Maria sirva de exemplo”, cobra. A prioridade das casas de show hoje, completou, é o dinheiro. "A segurança acaba ficando em segundo plano".

Compartilha da mesma opinião a estudante do 3º ano, Orlana Fortolan, de 16 anos. “Essa tragédia foi por negligência das autoridades competentes”, reforça.

 




Correr riscos,faz parte: não assumir , mentir a si mesmo, juventude, adrenalina pura....tenho 49 anos e sei o que é ser jovem...jovem não tem medo de nada...depois dos 30 mudam e como mudamos...chegamos aos 50 sem percebermos...riscos até os dias atuais...sempre...
 
Célia campos em 01/02/2013 10:10:56
Nossa...q triste esses adolescentes pensarem assim..quantos daqueles que morreram agonizando naquele lugar, queriam ter ouvido um sermão dos pais e nao ter ido naquela noite p aquele inferno.....Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o SENHOR teu Deus te dá.
Êxodo 20:12.... Pai e mãe são sábios de natureza, somente Deus explica essa perspicácia...Sou filha, e sou do lado de todos os pais...
 
Claudia Bérgamo em 31/01/2013 23:38:36
A PERGUTA FATIDICA.
POR QUE TINHA MENORES NA TRAGEDIA DE SANTA MARIA.
CADE OS PAIS QUE DEIXARAM MENORES IR PARA BALADA.
COISA QUE TAMBEM ACONTECE AQUI EM CAMPO GRANDE
SE VC TEM MENOS DE 18 ANOS VC DEVIA ESTAR EM CASA
E NAO NUMA BOATE, NÃO NUM BARZINHO BEBENDO.
A CULPA É DA POLICIA , DO MINISTERIO PUBLICO QUE NÃO FISCALIZAM NADA
ESPERAM A MERD... ACONTECER PARA DEPOIS SAIR FALANDO.
TAO DE BRICADEIRA NÉ
 
julio junior em 31/01/2013 22:27:49
Quanto mais gente morrer melhor para o futuro. Vai sobrar mais agua e alimento. Como estao falando porai,.. Eu vou sobrar..
 
Fabio Fagundes em 31/01/2013 21:53:42
OK OK, foi uma grande fatalidade o que ocorreu no RS, muita gente inocente teve suas vidas ceifadas.

Porém quantas pessoas morrem em incendios em boates/clubes por ano e quantas morrem no transito??

O assunto é delicado, mas acho que ja deu, midia tá batendo demais em cima já, quando neste final de semana mesmo iremos ler neste mesmo canal noticias de jovens morrendo no transito com a mesma emoção de que se lê que choveu. (nenhuma)

Se tornou algo corriqueiro em nossas vidas.
 
Marcio Brunholi em 31/01/2013 17:50:58
Até concordo com a opinião do Sr Pedro Antunes sobre escutar mais os pais, mas agora dizer que o ocorrido no RS foi porque foram se divertir na noite já é demais, muitos ali foram com autorização dos pais e morreram da mesma forma. Já chega de usar as tragédias para impor os falsos moralismo, o que menos precisamos agora é disso, precisamos mesmo de muita solidariedade e oração para amenizar o sofrimento dessas pessoas.
 
André Serra em 31/01/2013 11:12:52
nao adianta adolecente quer pensar que nunca acontece com eles, mas riscos tem em qualquer lugar so o amadurecimento eles vao ter nocao do que nos pais sentimos com essa tragedia. juventudes vamos manerar.
 
claudemir andrade em 31/01/2013 10:32:53
O BOM FILHO, RESPEITA AS OPINIÕES DOS PAIS, PRINCIPALMENTE A DO PAI, PORQUE É MAIS MALICIOSO, VÊ DE LONGE O PROBLEMA, DOM DE DEUS, PORTANTO FILHOS, SE MORAM COM OS PAIS, MESMO MAIORES DE 18 ANOS, POR MAIS INTELECTUAL, E PROFISSIONAL QUE SEJA, O PAI É PAI, VÊ MAIS LONGE, JÁ APANHOU, TEM MAIS EXPERIÊNCIA EM TUDO, É FELIZ E PROTEGIDO POR DEUS OS FILHOS QUE RESPEITAM, OBEDECEM OS PAIS, OUTRA AS NOITADAS SÃO TREVAS, PRINCÍPIO BÍBLICO, E NÃO MUDA, QUE FOR CONTRÁRIO, SOFRERÁ O DANO, DAS TREVAS, QUE FICARAM PARA OS ANIMAIS IRRACIONAIS, OS RACIONAIS TEM O DIA TODO, OU SEJA DE SOL A SOL, É DE DEUS, VEJAM O QUE ACONTECEU NO RS.
 
PEDRO ANTUNES BRAGA em 31/01/2013 09:39:33
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