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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

14/10/2016 16:38

Adaptados à cidade, gambás são cada vez mais comuns em área residencial

Adriano Fernandes
Gambá sobre o alambrado de residência no Jardim São Lourenço, na tarde desta sexta. (Foto: Direto das Ruas) Gambá sobre o alambrado de residência no Jardim São Lourenço, na tarde desta sexta. (Foto: Direto das Ruas)

O calor da primavera que frequentemente ocasiona em pancadas de chuva, aliado ao fim do período de gestação da espécie, tem levado muitos gambás a 'visitarem' áreas residenciais de Campo Grande. Somente de dois dias para cá, por exemplo, a PMA (Polícia Militar Ambiental) atendeu sete ocorrências do tipo.

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Apesar de ser um animal de hábitos noturnos e ter as matas como habitat natural, os gambás são extremamente adaptados às cidades, conforme explica o sargento Claudecir da Silva, da PMA. Durante a noite é o período em que eles saem dos ninhos para se alimentar, mas nada impede que eles apareçam também durante o dia.

“O que acontece é que eles saem durante a noite para caçar em terrenos baldios ou vizinhanças e acabam se perdendo em meio às residências. Por isso, não é tão raro avistá-los durante o dia”, comenta.

O nascimento dos filhotes depois da gestação na bolsa das fêmeas também é um fator que aumenta o aparecimento dos animais neste período do ano. “Ontem, por exemplo, atendemos uma ocorrência em Ribas do Rio Pardo em que a gambá apareceu em uma residência com os filhotes”, completa o policial.

O sargento orienta que, ao avistarem os animais, os moradores devem entrar em contato com a polícia, seja pelo 190 ou 3357-1500, que é o número direto da PMA.

Além das matas e terrenos baldios os bueiros também são de onde os animais surgem. (Foto: Fernando Antunes) Além das matas e terrenos baldios os bueiros também são de onde os animais surgem. (Foto: Fernando Antunes)
O terreno que fica no Jardim São Lourenço é onde um morador acredita ser a moradia dos gambás. (Foto: Adriano Fernandes) O terreno que fica no Jardim São Lourenço é onde um morador acredita ser a moradia dos gambás. (Foto: Adriano Fernandes)

Após capturados pelos agentes, caso os gambás tenham alguma limitação de movimento ou machucado eles são levados ao CRAS (Centro de Reabilitação de Animais Silvestres) para um período de quarentena, sendo só depois devolvidos à natureza.

“Mas, em casos onde próximos às casas existem matas, nós também orientamos os moradores a expulsar os animais em direção à natureza, caso eles não tenham nenhum ferimento”, conta.

Presença indesejada - No Jardim São Lourenço, o vendedor Etiene de Freitas, de 42 anos, é vizinho de um terreno baldio que ele acredita ter se tornado moradia dos animais. “Dá até mesmo para ouvi-los andando por ali durante a noite”, comenta. Em casa, ele conta que tenta manter sempre limpo o terreno para evitar que os animais apareçam também durante o dia.

“Como meu terreno é muito grande e tem algumas árvores frutíferas, tento manter sempre limpo, armazenar bem o lixo para que eles não apareçam em busca de alimento. Mas eles vivem aqui do lado”, completa.

Valdemar já flagrou um gambá saindo de um bueiro que fica em frente a sua casa. (Foto: Fernando Antunes) Valdemar já flagrou um gambá saindo de um bueiro que fica em frente a sua casa. (Foto: Fernando Antunes)

No mesmo bairro, um bueiro no cruzamento entre as ruas Ibirapuera e José Guimarães foi onde o publicitário Valdemar Vasques, de 26 anos, flagrou o bicho. “Foi há cerca de um mês que vimos um bem grande entrando ali”, diz.

“Achei até que fosse um rato, mas notei que era grande demais. Tem se tornado comum encontrar eles saindo desse ponto”, completou o primo do rapaz, Gunter Vasquez, outro morador da rua.

Já a secretária Suzana Mrozinski, de 46 anos, nunca recebeu visita do bicho em sua casa. Mas, entende que o aumento na incidência de gambás pela cidade é reflexo de problema ambiental e também do crescimento desordenado da cidade.

“Nunca vi nenhum gambá aqui em casa, mas se eles realmente aparecem pelas casas só espero que ninguém mate e ligue para polícia. Querendo ou não eles saem apenas para se alimentar e só isso. Não fazem mal a ninguém”, conclui. 

Visita inesperada – No início desta tarde (14), um outro morador também da rua Ibirapuera, no Jardim São Lourenço, enviou à redação do Campo Grande News o flagrante do animalzinho, nas grades da fachada de sua residência.

Ele registrou vídeo do gambá fugindo por uma das ruas do bairro, depois de passear pelo alambrado da casa. 

Confira o flagrante a seguir:




Isso é um SARUÊ. Não é gambá.
 
Eduardo Aguiar em 15/10/2016 01:34:03
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