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Campo Grande, Quarta-feira, 07 de Dezembro de 2016

23/11/2012 14:35

Vereadores criam comissão para debater o fechamento do lixão

Francisco Júnior
Catadores lotarem o plenário da Câmara. (Foto: Rodrigo Pazinato)Catadores lotarem o plenário da Câmara. (Foto: Rodrigo Pazinato)

Os vereadores de Campo Grande decidiram em audiência pública nesta sexta-feira (23) criar uma comissão para debater o fechamento do lixão, previsto para o dia 25 dezembro deste ano. A audiência aconteceu das 9 horas às 12h30 com os ânimos acalorados, principalmente por parte dos catadores, que se mostraram indignados com a situação. Eles lotaram o plenário da Câmara Municipal.

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O fechamento do lixão divide opiniões e o trabalho nas cooperativas gera desconfiança por parte de alguns catadores.
A catadora Josilene Souza Medina, 30 anos, conta que depende do lixão para manter o sustento da família há 20 anos. Para ela, o fechamento irá prejudicar todas as pessoas que trabalham no local. “Vamos ficar na pior. Sempre fizeram essas promessas de melhorias e nada foi feito até agora”, reclama.

Danilo Idinei Castro, de 25 anos, afirma que não quer ficar no lixão, mas que para mudança ocorrer é necessário a capacitação de quem trabalha ali para atuar nas cooperativas de reciclagem.

Segundo a assistente técnica da cooperativa Atimaras/MS, Eclair Silva, foi oferecido um curso de capacitação para os catadores, porém nem todos se dispuseram a se qualificar. “Não foi capacitado quem não quis”, diz informando que em dezembro um novo curso será aberto.

Lidalvina Alves, de 64 anos, passou pelo curso e já está trabalhando na cooperativa. Ela afirma que ganha mais do que quando era catadora. “ Antes ganhava só R$ 50 por dia. Hoje recebo mais e tenho melhores condições de trabalho”, afirma. 

A intenção da comissão composta também por membros do MPE (Ministério Publico Estadual) e Defensoria Pública é estender para 6 meses o prazo de fechamento do depósito do lixo.

A comissão ainda pretende pleitear a liberação de acesso dos catadores cadastrados ao lixão e a suspensão da Guarda Municipal no local.

De acordo com o vereador Athayde Nery (PPS) há inúmeras falhas no contrato firmado com a empresa responsável pela coleta do lixo. Ele cita como entrave a destinação do lixo hospitalar, além da obra do aterro, que está parada por determinação judicial desta semana, além da indefinição da situação dos catadores.

O assunto vai ser debatido novamente na próxima terça-feira (27). A comissão pretende convidar o titular da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), Marcos Cristaldo, e da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Transporte e Habitação), João Antônio De Marco.

 




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