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Campo Grande, Quinta-feira, 08 de Dezembro de 2016

29/12/2013 09:01

Mega incêndio destruiu loja, expôs falhas dos bombeiros e parou Capital

Mariana Lopes
Mega incêndio parou Campo Grande por horas em maio deste ano (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)Mega incêndio parou Campo Grande por horas em maio deste ano (Foto: Marcos Ermínio/Arquivo)
Mega incêndio destruiu loja, expôs falhas dos bombeiros e parou Capital

Era tarde do dia 7 de maio, por volta das 15h, quando a região central de Campo Grande foi tomada por uma fumaça escura. Não demorou muito e a notícia estava em todos os jornais da Capital e nas redes sociais dos campo-grandenses. A loja Planeta Real, localizada na avenida Afonso Pena, entre a Calógeras e a 14 de Julho, estava em chamas.

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Foi o incêndio “mais grave” registrado na cidade. Na época, o comandante do Corpo de Bombeiros de Mato Grosso do Sul, Ociel Ortiz, declarou que, em matéria de chamas, foi pior e mais grave do que o ocorrido no Paulistão, em 2012.

O fogo foi controlado aproximadamente duas horas depois do início do incêndio. Para conter as chamas, foi preciso a ação de mais de 80 homens do Corpo de Bombeiros e utilizados aproximadamente 100 mil litros de água. O trabalho de “rescaldo” seguiu até o dia seguinte.

Durante o atendimento, a escada magirus falhou e os hidrantes do entorno do Planeta Real estavam sem água, o que impedindo o combate imediato das chamas. O prédio da loja tinha três hidrantes, mas só conseguiram usar a água bombeada pelos equipamentos 1h20 depois do início do incêndio.

Fumaça pode ser vista de longe (Foto: Arquivo)Fumaça pode ser vista de longe (Foto: Arquivo)

A falta de estrutura do Corpo de Bombeiro foi, na época, alvo de críticas dos proprietários da loja e da própria população. Sem equipamentos suficientes, os militares demoraram a controlar as chamas, que atingiram também lojas do Centro Comercial Afonso Pena.

A Planeta Real ficou completamente destruída. O fogo começou no depósito da loja de utilidades e se alastrou em questão de minutos. Todo o teto do local desabou tempo depois de as chamas serem controladas. Por determinação do Corpo de Bombeiros, os prédios localizados ao lado da loja da Planeta Real tiveram que ser evacuados.

Vários curiosos ficaram aglomerados próximo ao prédio incendiado. No entorno, algumas vias foram interditadas, como os cruzamentos da Afonso Pena com a 14 de Julho, e da mesma 14 com a 15 de Novembro. O Centro de Campo Grande ficou praticamente parado naquele dia.

A suspeita foi de que o incêndio teria sido provocado por um homem que estava no telhado da loja. Ele estaria fazendo trabalho de solda e possivelmente gerando fagulhas. Foi aberto um inquérito e o caso foi investigado pela Polícia Civil.

Quatro meses depois, a Planeta Real reabriu as portas, no dia 20 de setembro. Foram 137 dias para reerguer o prédio, que voltou, inclusive, com a área reservada aos peixes. A loja mantém a mesma variedade de mercadorias e o movimento intenso.




A prefeitura deveria cobrar da empresa Águas Guariroba o porque da mesma não instalar hidrantes em todas as esquinas da área central, centros comerciais, partições públicas e terminais de ônibus. Também cabe responsabilizar a prefeitura por não cobrar, fiscalizar, multar e interromper o funcionamento dos estabelecimentos de grande porte sem hidrantes externos(toda loja tem um interno, mas quem vai entrar no fogo para usá-lo?). A precariedade não é dos bombeiros(eles são funcionários!), a falta de investimento é da prefeitura e governo estadual. Acusar os bombeiros é fácil, apontar o responsável todos correm!
 
Alexandre de Souza em 29/12/2013 12:51:47
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