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Campo Grande, Quarta-feira, 23 de Outubro de 2019

29/05/2017 16:16

Agostinho

Por Heitor Rodrigues Freire (*)

Agostinho Gonçalves da Mota é uma das poucas unanimidades em nossa cidade. Com 92 anos de idade, uma alegria contagiante e uma gargalhada que se ouve à distância, é recebido com reverência em todos os recantos do nosso estado.

Oficial do Exército com o posto de tenente expedicionário, combateu na Itália durante a Segunda Guerra Mundial. A Força Expedicionária Brasileira foi constituída no dia 9 de agosto de 1943 para lutar na Europa ao lado dos países aliados, com um contingente formado por 25.334 brasileiros carinhosamente chamados de “pracinhas”, oriundos dos mais diversos rincões do Brasil e de todas as classes sociais. No dia 8 de maio passado, transcorreram 72 anos da rendição da Alemanha e do fim do conflito.

Agostinho é o presidente da Associação Nacional dos Veteranos da FEB-MS, que congrega os ex-pracinhas que combateram na Itália. "Escolhi guardar as coisas boas, e não as ruins, porque aprendemos muito com a guerra", afirma sempre o ex-combatente Agostinho Gonçalves da Mota.

Com o peito ornado de medalhas recebidas ao longo de sua vida, ele raramente as ostenta por sua simplicidade e pelo próprio peso das mesmas. Não se faz de rogado, onde é convidado se apresenta e se deixarem o microfone por perto, toma conta e dá o seu recado.

A influência do nome de cada um se manifesta na vida e no comportamento das pessoas. No caso do Agostinho, seu nome tem origem no italiano Agostino, do latim Augustinus, uma forma relativa de Augusto, que significa “sagrado, consagrado, venerável, elevado”. Nada mais adequado à personalidade do Agostinho.

Na homenagem ao dia da Saúde no Exército, 27 de maio, comemorado no último dia 26 no Hospital Militar de Campo Grande, considero que o ponto alto da cerimônia foi quando a tropa e todos os oficiais presentes, sob o comando do general José Carlos Braga de Avellar, chefe do Estado Maior do Comando Militar do Oeste, com a presença do general-de-exército João Francisco Ferreira e do general Eduardo Paiva Maurmann, postaram-se em continência ao Agostinho Gonçalves da Mota.

Acredito que o Agostinho já tenha sido homenageado dessa forma em outras ocasiões, mas foi a primeira a que eu assisti. E foi realmente emocionante, de arrepiar.

O Agostinho ilustra também o quadro de associados eméritos do Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso do Sul, onde tenho o prazer e a honra de conviver com ele. Ele nunca falta às reuniões; é presença assídua.

O quadro de associados eméritos do IHGMS é composto pelas seguintes personalidades, em ordem alfabética: Agostinho Gonçalves Mota, ex-pracinha e presidente da Associação dos Veteranos da FEB; Francisco Leal de Queiróz, ex-prefeito de Três Lagoas, ex-deputado estadual, ex-secretário de estado e ex-procurador geral do Tribunal de Contas; João Francisco Ferreira, general-de-exército e ex-comandante do Comando Militar do Oeste; João Pereira da Rosa, médico, primeiro reitor da nossa Universidade; José Couto Vieira Pontes (fundador do Instituto), juiz de direito aposentado; Pedro Chaves dos Santos Filho, senador da República; Renato Alves Ribeiro, empresário, ex-presidente do Sanatório São Julião por longos anos e também da Santa Casa; Rosário Congro Neto, empresário; Ruben Figueiró de Oliveira, ex-deputado estadual, ex-deputado federal e ex-senador da República; e Wilson Barbosa Martins, ex-prefeito de Campo Grande, ex-deputado federal, ex-governador e ex-senador.

Ilustrou o quadro, por muitos anos, a saudosa e querida professora Maria da Glória Sá Rosa.

Enfim, gente da nossa história que conosco convive para nossa grande alegria.

(*) Heitor Rodrigues Freire é titular da cadeira nº 37 do IHGMS (Instituto Histórico e Geográfico do Estado de Mato Grosso do Sul)

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