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Campo Grande, Sábado, 23 de Junho de 2018

03/10/2014 08:23

Avanço estrangeiro

Por Luiz Gonzaga Bertelli (*)

Nos últimos anos, o Brasil tornou-se uma nação atrativa para executivos estrangeiros, principalmente após a crise que assolou a Europa e os Estados Unidos, a partir de 2008. Apesar da aparente estagnação econômica, o país ainda é destaque nas transferências internacionais, de acordo com uma pesquisa da Brookifield Relocation Services, que promove programas de mobilidade para executivos em todo o mundo. Entre as nações que mais cresceram, o Brasil lidera a preferência de 7% dos entrevistados, seguido da China (4%), Índia (4%) e África do Sul (4%). Entre os principais destinos para os executivos, o Brasil está na 12.ª colocação, atrás de países como Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, Canadá, Suíça, entre outros.

Em 2013, a Brookifield Relocation Services administrou 276 movimentações de profissionais para o Brasil. Entre as justificativas estão: a liderança brasileira entre os mercados consumidores da América Latina e a grande presença de multinacionais. As transferências englobam tanto cargos de alto escalão como técnicos mais especializados. A maioria dos expatriados está na faixa etária entre 30 e 40 anos, é casada e tem filhos. No entanto, verifica-se um aumento significativo de jovens de 20 a 29 anos. Para os analistas, a tendência deverá aumentar, pois a mobilidade é uma das características da Geração Y (nascidos a partir de 1980), que são mais flexíveis do que as anteriores. Eles encaram de modo natural uma experiência profissional em um país estrangeiro e possuem um espírito de aventura.

Apesar de a pesquisa não citar ipsis litteris, por trás do momento favorável para os profissionais estrangeiros no Brasil, está a atual crise que vivemos de mão de obra qualificada. Nosso déficit em escolaridade média continua muito baixo e o fato é que muitas empresas já procuram soluções no exterior para a falta de profissionais qualificados. Com 50 anos de experiência na inserção de jovens no mercado de trabalho, o CIEE viabiliza qualificação por meio de programas de estágio e aprendizagem com o intuito de diminuir o fosso que existe entre o ensino e a necessidade das empresas.

(*) Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE), da Academia Paulista de História (APH) e diretor da Fiesp.

 

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