A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Terça-feira, 20 de Novembro de 2018

22/12/2016 14:13

Crise nas universidades

Luiz Gonzaga Bertelli*

A cada divulgação de pesquisas internacionais voltadas à educação, a constatação é a mesma: a qualidade de educação no Brasil é insatisfatória e precisa melhorar muito. Foi o que se viu no último resultado do Pisa, divulgado no início do mês – desempenhos pífios dos estudantes em ciências, leitura e matemática. Em outro ranking publicado em dezembro, o da revista britânica Times Higher Education, o resultado mostra queda na avaliação das universidades e, pela primeira vez, desde 2013, o Brasil deixou de aparecer em uma das 10 primeiras posições entre as instituições educacionais com mais prestígio entre os países emergentes.

A Universidade de São Paulo (USP) que aparecia com destaque nos levantamentos anteriores caiu da 9ª para a 13ª posição entre os emergentes. A segunda melhor universidade brasileira, segundo o ranking, é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que caiu da 24ª posição para 28ª. A queda mais acentuada é da Universidade Estadual Paulista (Unesp) da 122ª para a 169ª posição. No cômputo geral, a USP está classificada no bloco de 200ª a 250ª colocação. A China domina o ranking dos emergentes, com seis universidades entre as dez primeiras.

As universidades públicas vivem uma grave crise financeira. Entre as universidades do estado de São Paulo (USP, Unicamp e Unesp), os recursos que vêm do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), com cota fixa de 9,57%, diminuíram em função da queda da arrecadação. É uma situação inversamente proporcional à das instituições chinesas, que contam com o investimento maciço do governo.

O levantamento demonstra que a educação não só não consegue se recuperar de um histórico de baixa qualidade que mantém há muitos anos, mas continua em processo de regressão, o que sugere uma situação extremamente grave. Todos sabem da importância de um ensino de qualidade para o desenvolvimento profissional dos jovens e esse gap que enfrentamos alimenta as disfunções socioeconômicas que o país ainda apresenta, comprometendo o crescimento.

O CIEE, com 52 anos de atuação na inserção de jovens no mercado de trabalho, acredita que os programas de estágio e de aprendizagem são mecanismos importantes para melhorar a qualificação dos jovens para o mundo do trabalho, diminuindo assim o impacto causado pela deficiência na formação dos estudantes.

*Luiz Gonzaga Bertelli é presidente do Conselho de Administração do CIEE, do Conselho Diretor do CIEE Nacional e da Academia Paulista de História (APH)

Comércio exterior: que política?
O governo que assume a partir de 1º de janeiro de 2019 ainda não anunciou as diretrizes que deverão nortear a sua futura política de comércio exterio...
Esperança, confiança e desenvolvimento
Em seu ótimo livro Sapiens, o historiador Yuval Noah Harari discute porque alguns impérios antigos cresceram e se desenvolveram, e outros ficaram est...
Faça a revisão do seu veículo antes de viajar
Nós, brasileiros, precisamos romper um ciclo vicioso que responde por muitos transtornos a quem sai para passear pelas estradas: a falta de manutençã...
À procura de equilíbrio
Agora, mais do que nunca, torna-se imprescindível a vivência do Amor Solidário Divino, porque ele é o único capaz de afastar da Terra as trevas do cr...


imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions