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Campo Grande, Segunda-feira, 27 de Fevereiro de 2017

31/05/2012 11:39

Perdoar os nossos inimigos

Por Wilson Aquino (*)

A Palavra de Deus nunca foi tão propagada como agora. As igrejas se proliferam por todos os cantos e até nos discursos, políticos inclusive, Ele tem sido lembrado e exaltado. E do ponto de vista sociológico, esse fato é bastante positivo, pois é certo e sabido que uma sociedade espiritualizada se sobressai melhor perante suas crises e dificuldades pessoais e coletivas.

Entretanto, embora essa busca seja cada vez maior – há que se destacar aí o importante papel da globalização, da informatização e do acesso fácil aos meios de comunicação nesse processo – falha a humanidade no exercício da fé. De acreditar que, de fato, Ele está acima de todas as coisas e de que é capaz de atender às nossas preces; Dificuldade aceitar o tempo Dele para fazer as coisas acontecerem. E até de não acontecerem. Ou seja, de não perder a fé mesmo que não sejamos atendidos. Oportuno citar Shakespeare, que sabiamente reforça essa última afirmação: “Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos”.

É preciso acreditar e viver de acordo com os ensinamentos Dele, que podem ser resumidos em apenas duas ações básicas: “Amá-Lo acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos”. Parece simples, mas não é.

Pois é preciso muito esforço, fé e dedicação para não desejar e/ou não fazer o mal às pessoas.

Exemplo grosseiro, porém, também oportuno: - Quem nunca trucidou mentalmente um “monstro” que violentou e matou uma criança? Nesse caso, muitos diriam: “Claro que sim, pois uma pessoa assim tem que ser trucidada mesmo...” Mas não é o que manda a Lei (Dele e também dos homens).

Precisamos perdoar os nossos inimigos e orar por eles para que se arrependam de seus pecados e não prejudiquem outras pessoas. Que vivam bem, de acordo com a Palavra.

Um fato: Dia desses presenciei a conversa de duas senhoras idosas. Uma delas contava que agora em junho completariam 10 anos que um de seus 3 filhos havia sido assassinado. Dizia que durante todo esse tempo estava sofrendo. Que havia perdido a vontade de viver e coisas assim. Atento à conversa, logo concluí que faltou aí a presença do Senhor na vida dela. Ou melhor: Faltou ela pedir a presença Dele em sua vida. Instantes depois ela estava sozinha e obedeci à vontade do Espírito de falar com ela, que reclamou dos outros dois filhos que teriam sido “covardes” por não atenderem aos seus inúmeros apelos de vingarem-se do irmão assassinado.

O trânsito fluía e as pessoas passavam às pressas ao nosso lado, mas creio que fiz bem a minha parte ao dizer àquela pobre senhora, que sua dor teria sido suportável e dissipado há muito tempo se ela recorresse ao Senhor. O grande peso de suas costas, sua dor e sofrimento a teriam deixado logo se ela trabalhasse o perdão daquele ser que tirou a vida de seu filho.

Disse-lhe também que deveria se alegrar pelo fato de seus outros dois filhos não terem cometido o mesmo crime bárbaro de tirar uma vida. Foi quando ela se deu conta da conversa, arregalou os olhos e disse que eu poderia estar certo. Depois, perguntou meu nome, agradeceu e foi embora.

Infelizmente nossa sociedade, o ser humano de uma maneira geral, tem muito dessa fraqueza: Dificuldade de perdoar o próximo como manda a Lei do Senhor. Mas, o segredo de uma vida melhor em sociedade é perseverar com essa meta, esse objetivo. Somos conscientes de que não é fácil, mas sabemos que esse é o caminho. É preciso acreditar nisso. Ter fé, a ponto de, de fato, perdoarmos os nossos inimigos.

(*)Wilson Aquino é jornalista e professor e cristão mórmom.

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