A notícia da terra a um clique de você.
Campo Grande, Domingo, 24 de Setembro de 2017

31/05/2012 11:39

Perdoar os nossos inimigos

Por Wilson Aquino (*)

A Palavra de Deus nunca foi tão propagada como agora. As igrejas se proliferam por todos os cantos e até nos discursos, políticos inclusive, Ele tem sido lembrado e exaltado. E do ponto de vista sociológico, esse fato é bastante positivo, pois é certo e sabido que uma sociedade espiritualizada se sobressai melhor perante suas crises e dificuldades pessoais e coletivas.

Entretanto, embora essa busca seja cada vez maior – há que se destacar aí o importante papel da globalização, da informatização e do acesso fácil aos meios de comunicação nesse processo – falha a humanidade no exercício da fé. De acreditar que, de fato, Ele está acima de todas as coisas e de que é capaz de atender às nossas preces; Dificuldade aceitar o tempo Dele para fazer as coisas acontecerem. E até de não acontecerem. Ou seja, de não perder a fé mesmo que não sejamos atendidos. Oportuno citar Shakespeare, que sabiamente reforça essa última afirmação: “Aprendi que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos”.

É preciso acreditar e viver de acordo com os ensinamentos Dele, que podem ser resumidos em apenas duas ações básicas: “Amá-Lo acima de todas as coisas e amar ao próximo como a nós mesmos”. Parece simples, mas não é.

Pois é preciso muito esforço, fé e dedicação para não desejar e/ou não fazer o mal às pessoas.

Exemplo grosseiro, porém, também oportuno: - Quem nunca trucidou mentalmente um “monstro” que violentou e matou uma criança? Nesse caso, muitos diriam: “Claro que sim, pois uma pessoa assim tem que ser trucidada mesmo...” Mas não é o que manda a Lei (Dele e também dos homens).

Precisamos perdoar os nossos inimigos e orar por eles para que se arrependam de seus pecados e não prejudiquem outras pessoas. Que vivam bem, de acordo com a Palavra.

Um fato: Dia desses presenciei a conversa de duas senhoras idosas. Uma delas contava que agora em junho completariam 10 anos que um de seus 3 filhos havia sido assassinado. Dizia que durante todo esse tempo estava sofrendo. Que havia perdido a vontade de viver e coisas assim. Atento à conversa, logo concluí que faltou aí a presença do Senhor na vida dela. Ou melhor: Faltou ela pedir a presença Dele em sua vida. Instantes depois ela estava sozinha e obedeci à vontade do Espírito de falar com ela, que reclamou dos outros dois filhos que teriam sido “covardes” por não atenderem aos seus inúmeros apelos de vingarem-se do irmão assassinado.

O trânsito fluía e as pessoas passavam às pressas ao nosso lado, mas creio que fiz bem a minha parte ao dizer àquela pobre senhora, que sua dor teria sido suportável e dissipado há muito tempo se ela recorresse ao Senhor. O grande peso de suas costas, sua dor e sofrimento a teriam deixado logo se ela trabalhasse o perdão daquele ser que tirou a vida de seu filho.

Disse-lhe também que deveria se alegrar pelo fato de seus outros dois filhos não terem cometido o mesmo crime bárbaro de tirar uma vida. Foi quando ela se deu conta da conversa, arregalou os olhos e disse que eu poderia estar certo. Depois, perguntou meu nome, agradeceu e foi embora.

Infelizmente nossa sociedade, o ser humano de uma maneira geral, tem muito dessa fraqueza: Dificuldade de perdoar o próximo como manda a Lei do Senhor. Mas, o segredo de uma vida melhor em sociedade é perseverar com essa meta, esse objetivo. Somos conscientes de que não é fácil, mas sabemos que esse é o caminho. É preciso acreditar nisso. Ter fé, a ponto de, de fato, perdoarmos os nossos inimigos.

(*)Wilson Aquino é jornalista e professor e cristão mórmom.

Às vezes, temos de magoar alguém para salvar a nós mesmos
Poderemos ter que romper com um parceiro que ainda nos ame, que dizer não a alguém muito querido, que ser antipáticos, pois sempre haverá a necessida...
Por que participar do Comitê dos Usuários de Serviços de Telecomunicação
Desde a polêmica das franquias de dados na Internet fixa, a Agência Nacional de Telecomunicações vive uma crise de imagem e de legitimidade. Na época...
A Guerra de 100 anos: poupadores vs bancos
Há 680 anos, a Europa ocidental testemunhava o início de uma de suas mais longas guerras. A versão mais conhecida entre historiadores é de que o conj...
As deformações sobre o conteúdo (ataques e defesas) da reforma trabalhista
Recentemente li uma matéria no Jornal Valor Econômico, de 11 de setembro de 2017, que me deixou muito intrigado. Na verdade, perplexo. Com argumentaç...



imagem transparente

Classificados


Desenvolvido por Idalus Internet Solutions