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Cidades

Defesa considera "desnecessária" decisão do STJ que afastou desembargador

Advogado afirma que Divoncir Maran "nunca se negou a prestar qualquer esclarecimento às autoridades"

Por Gabriela Couto | 08/02/2024 17:44
Desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Divoncir Maran, alvo da Operação Tiradentes (Foto: TRE/Divulgação)
Desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Divoncir Maran, alvo da Operação Tiradentes (Foto: TRE/Divulgação)

A defesa do desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), Divoncir Maran, alvo da Operação Tiradentes, da Polícia Federal, considerou ‘desnecessária’ a decisão do STJ (Superior Tribunal de Justiça).

“Decisão noticiada, especialmente o afastamento do cargo, foi desnecessária; Divoncir Maran nunca se negou a prestar qualquer esclarecimento às autoridades em geral; como ocorreu no âmbito do CNJ, que não lhe afastou da função”, afirmou o advogado André Borges.

De acordo com ele, o cliente está seguro de que não atuou de maneira incorreta. “Divoncir irá se defender regularmente, aguardando que façam a ele o que sempre garantiu a todos enquanto magistrado, do que se orgulha: atuação imparcial e com justiça”.

Tiradentes - Batizada de Operação Tiradentes, ação da PF que mira Divoncir Schreiner Maran, apura “transações suspeitas”, corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Ele também foi afastado da função pública, sob risco de decretação de prisão preventiva. A operação foi autorizada pelo STJ (Superior Tribunal de Justiça). O processo tramita em sigilo.

De acordo com a Receita Federal, “considerando uma possível conduta criminosa, as investigações foram ampliadas, chegando a novos suspeitos, os quais apresentaram indícios de participarem em ações na tentativa de ocultar ou elucidar uma eventual confusão patrimonial”.

Num organograma, a Receita menciona magistrado, familiares, sócios, laranja e transações suspeitas. Ao todo, são nove mandados de busca em Campo Grande e Bonito.

Além do gabinete, o roteiro da PF incluiu escritórios de advocacia. As buscas nestes locais foram acompanhadas por comissão da OAB/MS (Ordem dos Advogados do Brasil). A operação reúne nove auditores-fiscais e analistas tributários da Receita Federal e 46 policiais federais.

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