Duas pontes da MS-040 têm risco de queda e obras começam dia 12
Tráfego pesado está restrito nos quilômetros 205 e 223

Duas pontes da MS-040 apresentam risco de colapso e precisam de intervenção urgente. O problema foi confirmado por inspeções especiais nas estruturas dos quilômetros 205 e 223, onde o tráfego pesado está restrito. As obras de reforço começarão em 12 de outubro, segundo a concessionária Caminhos da Celulose e a Agência Estadual de Regulação de Serviços Públicos de Mato Grosso do Sul (Agems).
RESUMO
Nossa ferramenta de IA resume a notícia para você!
Duas pontes da MS-040, nos quilômetros 205 e 223, apresentam risco de colapso e passarão por obras de reforço a partir de 12 de outubro, segundo a concessionária Caminhos da Celulose e a AGEMS. O tráfego pesado está restrito, e veículos leves circulam no sistema "pare e siga". A previsão é concluir a etapa até 30 de novembro. O excesso de peso ao longo dos anos contribuiu para o desgaste. Estudos definirão se haverá novos reforços ou reconstrução.
Veículos leves passam pelo sistema de “pare e siga”, e placas alertam os motoristas sobre as restrições. A liberação para cargas pesadas dependerá da conclusão dos serviços de reforço. A previsão divulgada é encerrar essa etapa até 30 de novembro.
- Leia Também
- Inaugurada em 2014, "Estrada das Antas" deve ganhar 1ª passagem de fauna em 2027
- Caminhões travam ponte em obras e deixam trânsito parado por 2 horas
Os primeiros sinais de comprometimento apareceram nas inspeções que a concessionária realizou nos primeiros meses do contrato, como parte de suas obrigações. Os resultados levaram à elaboração de relatórios e a avaliações mais detalhadas, que revelaram problemas mais graves do que os observados inicialmente: as duas pontes correm risco de queda.
A equipe de engenharia da Agems analisou os dados técnicos, os registros fotográficos e as avaliações apresentados pela empresa. Segundo a agência, o material confirmou a necessidade de intervenção urgente, além de uma manutenção rotineira.
“Quando uma inspeção aponta risco de uma ponte cair, a segurança precisa estar acima de qualquer outra consideração”, afirmou o diretor-presidente da Agems, Carlos Alberto de Assis.
As intervenções ocorrerão simultaneamente, com serviços nas fundações e instalação de estruturas metálicas de reforço. O projeto também prevê alargamento das pontes, com espaço adicional para acostamento.

Embora essa etapa tenha como objetivo permitir a retomada do transporte de cargas, os estudos de engenharia continuarão para definir as próximas intervenções. A solução de longo prazo poderá envolver novos reforços ou reconstrução, conforme os resultados das avaliações técnicas.
Segundo as informações divulgadas pela concessionária e pela agência, o excesso de peso transportado ao longo dos anos contribuiu para o desgaste das estruturas. As pontes serão readequadas à capacidade de carga prevista na norma vigente.
“Não se trata apenas de recuperar uma estrutura, mas de assegurar que ela tenha condições adequadas para suportar o uso previsto”, disse a diretora de Rodovias da Agems, Caroline Tomanquevez.
Na ponte do quilômetro 205, a urgência levou à antecipação de serviços estruturais programados para uma fase posterior da concessão. No quilômetro 223, a recuperação precisou ser incorporada às intervenções porque o planejamento original considerava a construção de um contorno rodoviário em Santa Rita do Pardo.
Esse contorno, porém, está previsto para uma etapa futura. Após sua conclusão, a ponte existente deverá passar à responsabilidade da prefeitura. Até lá, a estrutura precisa oferecer condições de segurança para quem utiliza a rodovia.

O presidente da Caminhos da Celulose, Luiz Fernando De Donno, afirmou que a empresa adotou medidas preventivas após identificar o risco e já mobilizou equipes para a recuperação. Segundo ele, as providências permitiram manter a passagem de veículos leves e evitar a interrupção completa da rodovia.
Para os motoristas, a restrição ao tráfego pesado continua sendo a principal mudança enquanto as obras não forem concluídas. O início dos trabalhos, por si só, não representa a liberação das pontes para caminhões.

