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Cidades

Fetems sugere manter aulas remotas até 2021 na rede pública de ensino

Entidade que representa professores participou de debate promovido pela Defensoria Pública sobre as aulas em Campo Grande

Por Nyelder Rodrigues e Ana Paula Chuva | 26/09/2020 21:57
Escolas sem alunos deve perdurar por mais tempo, pedem profissionais da educação (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)
Escolas sem alunos deve perdurar por mais tempo, pedem profissionais da educação (Foto: Marcos Maluf/Arquivo)

Durante participação em audiência online da Defensoria Pública estadual, na sexta-feira (26), a vice-presidente da Fetems (Federação dos Trabalhadores em Educação de Mato Grosso do Sul),  Suely Veiga, comentou sobre a situação da covid-19, seus efeitos no ensino em todo o país e ainda propôs que as aulas remotas fossem mantidas até o próximo ano.

O evento foi transmitido ao vivo no canal do YouTube da Escola Superior da Defensoria Pública e durou quase cinco horas. Nesse período, participaram do debate autoridades da educação estadual e municipal, especialistas em saúde, pais, professores e representantes de classe.

"O serviço público e quem puder fazer remoto deve continuar assim. Que neste período de fim de ano seja feita a adequação das estruturas e protocolos para que em 2021 o retorno presencial seja feito com segurança", comenta Suely, propondo ainda o envio de carta ao Executivo.

A sindicalista destaca saber que muitos alunos não têm condições para acompanhar as aulas remotas e que com a retomada de outras atividades, surge também questionamentos sobre a educação. "Entendemos que ainda não é o momento. Não só as aulas, esse retorno todo que está acontecendo é precoce e podem trazer uma segunda onda de contaminação".

"Falta dois meses para terminar o ano letivo e não vamos recuperar a aprendizagem agora. A educação responde há 1/3 da população, então são 880 mil pessoas em Mato Grosso do Sul ligadas à essa área e em isolamento, contribuindo para controlar a pandemia", completa Suely.

Ela ainda diz que, ao contrário do que algumas pessoas sugestionam, a categoria seguiu trabalhando mesmo durante a pandemia, tentando implementar novas metodologias para que os alunos sofressem a menor perda de conteúdo possível, usando para isso recursos próprios. "Mas só queremos voltar quando tiver segurança para todos os envolvidos", finaliza.

Durante a audiência, que discutiu o retorno às aulas presenciais em Campo Grande, a conclusão chegada pelos participantes, de uma forma geral, foi a de que o retorno mesmo que híbrido - revezando entre remoto e presencial - no momento é inviável.

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