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Cidades

Juiz que atuou por 23 anos na Justiça Itinerante é novo desembargador

Com uma trajetória de 35 anos, Cezar Luiz Miozzo dedicou mais de duas décadas ao atendimento no ônibus do TJMS

Por Jhefferson Gamarra | 18/03/2026 13:15
Juiz que atuou por 23 anos na Justiça Itinerante é novo desembargador
Juiz Cezar Luiz Miozzo foi promovido ao cargo de desembargador do TJMS (Foto: Divulgação)

Depois de 23 anos de atuação diária no ônibus da Justiça Itinerante em Campo Grande, o juiz Cezar Luiz Miozzo foi promovido ao cargo de desembargador do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul). A decisão ocorreu nesta quarta-feira (18), quando os integrantes do Tribunal Pleno o escolheram por aclamação para o mais alto posto da magistratura estadual.

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O juiz Cezar Luiz Miozzo foi promovido a desembargador do Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul após 23 anos de atuação na Justiça Itinerante em Campo Grande. A escolha foi realizada por aclamação pelo Tribunal Pleno nesta quarta-feira (18). Natural do Paraná, Miozzo ingressou na magistratura sul-mato-grossense em 1991. Em sua trajetória de 35 anos, atuou em diversas comarcas do estado e, desde 2003, dedicou-se à 8ª Vara do Juizado Especial. O magistrado destaca a importância do lado humano nos processos e reafirma seu compromisso com a celeridade e imparcialidade da justiça.

“Chegar ao cargo do Desembargador do nosso Tribunal de Justiça é uma sensação de profunda responsabilidade, mas, acima de tudo, um sentimento de dever cumprido nessa trajetória de 35 anos de magistratura”, afirmou o juiz promovido.

Natural de Verê, no interior do Paraná, ele ingressou na magistratura sul-mato-grossense em fevereiro de 1991, após aprovação no XIV Concurso para Juiz Substituto. Atuou inicialmente nas comarcas de Dourados e Campo Grande, além de Miranda e Naviraí, até ser promovido para a capital em novembro de 2001. Desde abril de 2003, passou a atuar na 8ª Vara do Juizado Especial – Justiça Itinerante, função que exerceu por mais de duas décadas.

Ao relembrar a trajetória, Miozzo destacou que a chegada ao cargo de desembargador superou qualquer expectativa pessoal. “Para ser sincero, nem no maior dos meus sonhos eu imaginava chegar a este honroso cargo. Para quem começa na magistratura, o Tribunal parece um horizonte distante, quase inalcançável. Olhar para trás hoje e ver que agora passo a integrar esse Tribunal não é apenas uma vitória na carreira, é o testemunho de que o esforço e a ética valem a pena”, declarou.

Mesmo após quase quatro décadas de atuação, o magistrado afirma que faria a mesma escolha profissional. Segundo ele, a vocação é essencial para quem deseja seguir na carreira. Miozzo também destacou a importância de enxergar o lado humano dos processos. “É preciso pensar que atrás de um processo existem pessoas, com suas angústias, na expectativa de que se resolva a demanda”, pontuou.

Sobre o novo desafio, ele garantiu que pretende manter os princípios que nortearam sua atuação ao longo da carreira. “Chego ao Tribunal com o propósito de somar ao trabalho já realizado pelos desembargadores, pautando minha atuação no diálogo constante e no respeito à colegialidade. É verdadeiramente uma honra que ultrapassa qualquer ambição que eu tenha cultivado”, disse. Ele também reforçou o compromisso com a celeridade, a imparcialidade e o fortalecimento da justiça.

Miozzo aproveitou o momento para agradecer à família e a todos que contribuíram com sua trajetória profissional. Ele também relembrou as dificuldades enfrentadas no início da carreira, quando a estrutura de trabalho era mais limitada.

“A era dos computadores estava começando e trabalhávamos com máquina de escrever. Não havia celular nem internet de fácil acesso. Tínhamos um fax. Se hoje se reclama de estrutura deficiente, imagine naquela época”, recordou.

Entre as experiências vividas, o magistrado destacou com carinho a atuação na Justiça Itinerante, onde manteve contato direto com a população. “Atuar na Itinerante, em contato direto com a população, com pessoas que necessitam da justiça é gratificante. Muitas vezes os problemas são resolvidos de forma simples e você abre a porta que tem a solução para o que aflige aquela pessoa”, afirmou.

Para ele, o trabalho sempre esteve ligado ao atendimento humano. “Resolver processos, demandas é a profissão que escolhi e existe sempre o ser humano atrás do processo”, completou.

A data de posse como desembargador ainda será definida e anunciada pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul.