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Cidades

MS está entre estados com menor expansão urbana do País, aponta IBGE

Levantamento mostra avanço de 0,01% entre 2019 e 2022; expansão nacional chegou a 12,27% no período

Por Ângela Kempfer | 18/08/2026 08:37
MS está entre estados com menor expansão urbana do País, aponta IBGE
Prédios na região central de Campo Grande (Foto: Arquivo)

Mato Grosso do Sul aparece entre os estados com menor avanço das áreas urbanizadas do País entre 2019 e 2022, segundo levantamento divulgado nesta terça-feira (18) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

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Mato Grosso do Sul registrou expansão de apenas 0,01% em áreas urbanizadas entre 2019 e 2022, entre os menores índices do país, segundo o IBGE. No Brasil, o crescimento foi de 12,27%, com 5.954,99 km² incorporados. O Nordeste liderou com alta de 16,52%, enquanto o Centro-Oeste, região do estado, cresceu 11,45%. Cerca de 70,6% das áreas urbanas são de ocupação densa, e 5,4% são loteamentos vazios.

No recorte por unidades da federação apresentado pelo estudo, Mato Grosso do Sul registrou expansão de 0,01%, mesmo percentual observado em Mato Grosso, Rondônia, Acre e Pará. Apenas Amazonas e Roraima aparecem sem crescimento nessa comparação.

O dado faz parte da pesquisa Áreas Urbanizadas do Brasil, elaborada a partir da análise de imagens de satélite. O levantamento identifica principalmente a expansão horizontal das cidades, ou seja, áreas que passaram a receber construções, equipamentos urbanos ou loteamentos.

No País, o avanço foi bem mais expressivo. Entre 2019 e 2022, foram incorporados 5.954,99 quilômetros quadrados ao conjunto de áreas urbanizadas e loteamentos vazios, crescimento de 12,27%.

Ao fim do período analisado, o Brasil somava 53.925 km² classificados dentro dessa chamada morfologia urbana. Mesmo com o crescimento, a área representa menos de 1% de todo o território nacional.

Faixa de fronteira

Outro recorte do estudo chama atenção para os municípios localizados na faixa de fronteira, situação que envolve parte significativa de Mato Grosso do Sul.

Os 590 municípios brasileiros inseridos nessa faixa ocupam 26,61% do território nacional, mas concentram apenas 8,28% das áreas urbanizadas mapeadas em 2022.

O cenário é diferente no litoral. Os 443 municípios costeiros representam pouco mais de 5% do território brasileiro, mas reúnem 19,5% de todas as feições urbanizadas do País.

Segundo o levantamento, essa distribuição mostra que a urbanização brasileira continua bastante desigual, com áreas de expansão acelerada convivendo com regiões onde o crescimento horizontal ocorre de maneira mais lenta.

Nordeste liderou crescimento

Entre as cinco regiões brasileiras, o Nordeste apresentou o maior avanço proporcional, com crescimento de 16,52% entre 2019 e 2022.

O Sul aparece na sequência, com alta de 13,78%. O Centro-Oeste, região da qual Mato Grosso do Sul faz parte, teve expansão de 11,45%, equivalente a aproximadamente 571 km².

No Norte, o aumento foi de 11,16%, enquanto o Sudeste registrou a menor taxa regional, de 9,09%. Apesar disso, a região continua concentrando a maior parcela da área urbanizada brasileira.

São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Bahia, juntos, respondem por aproximadamente metade das áreas urbanizadas do País.

Construções ocupam maior parte

O levantamento divide o espaço urbano em diferentes categorias. Cerca de 70,6% da área mapeada é considerada de ocupação densa, caracterizada pela proximidade entre as edificações e pela existência de poucos espaços livres.

Outros 23,9% correspondem a ocupações menos densas, onde casas e outras construções aparecem mais afastadas umas das outras.

Há ainda os chamados loteamentos vazios, que representam cerca de 5,4% do total. São áreas já modificadas e com vias implantadas, mas ainda sem ocupação significativa, o que pode indicar futuras frentes de expansão urbana.

O IBGE também considera como parte das feições urbanizadas locais destinados a atividades não residenciais, como indústrias, universidades, aeroportos, presídios e grandes equipamentos instalados próximos aos núcleos urbanos.